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terça-feira, 22 de abril de 2014

Saiu em DVD o último registro do ex-vocalista do Cólera no Hangar 110.

(o feriadão estava mais quente) Aproveitando a nova edição do Pünk na Pásköa, festival que rola no Hangar 110, a Red Star Discos lançou o DVD ao vivo da banda Cólera: "Punhos & Vozes - Rasgando no Ar". 
O registro aconteceu no terceiro e último dia do festival, em 23 de abril de 2011. Foi a última vez que Redson, vocalista de uma das bandas punk mais importante do Brasil, morto no mesmo ano, tocou no Hangar. 
Com quase uma hora de duração, o DVD traz, além das 16 músicas tocadas por Redson (voz/guitarra), Pierre (bateria) e Val (baixo), filmadas em alta definição, contém também o extra foto-história da banda com imagens que vão desde os primórdios do grupo lá em 79. Edição em digipack com encarte de 22 páginas.
Abaixo tem o teaser do DVD com a música "Subúrbio Geral"
Este é o primeiro lançamento depois de"Primeiros Sintomas", álbum de 2006 que, na verdade é uma releitura das primeiras músicas feitas pela banda (muitas delas nunca gravadas) entre 1979 e 1980.
Se você gosta de punk rock e nunca ouviu Cólera, é melhor rever suas opiniões, então, corra por esse atraso injustificável, seu herege.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Carta aberta para Redson

Imagem: Márcio Sno
Pois é cara. Hoje seria seu aniversário de 51 anos.
Tenho certeza absoluta que iríamos todos tirar um sarro dessa data. 
Lembro como se fosse ontem do dia que conversamos pela primeira vez. Vocês fizeram a abertura do show do Shelter em Santos. Isso coisa de 1996. Ficamos jogando latinhas no palco deles e falando mal. Coisa de adolescentes e bebuns. Conversamos sobre fazer um show no interior, em Itapetininga. Você me passou o telefone e foi a primeira vez que vi um número de oito dígitos. Se não me engano era o 5518 7818.
Depois de tudo pronto e sua chegada para fazer a passagem de som, olhou pra mim que tinha acabado de chegar e disse: "Olha. Não vamos fazer o show. Está cancelado." 
Claro, era uma brincadeira como outras que você faria no passar de nossa amizade.
No fim desse show, ficamos eu, você e mais duas ou três pessoas até as quatro da manhã aguentando as piadas que não tinham fim.

Você e o Pierre ficaram ainda mais um dia na cidade falando bobagens. Tenho uma foto antológica: você limpando o sapato depois de ter pisado numa enorme, mole fedida merda de cachorro!
Seu irmão e o inseparável John Player Special, fumando, de jaqueta e sem camisa. Que figura!

Ainda peguei uma entrevista com você lá em Capão Redondo e ainda inédita. Estava o Ariel, do Invasores de Cérebros também. Nem imagino onde estaria essa fita, que merda.
Depois de um tempo, outra vez nos trombamos e, como sempre, para agendar um show da sua banda.

Tocou vocês, Makula, Raaaict Tuff, Vórtex numa praça chamada Mário Bulcão. Vocês tinham um tempo de uma hora e meia para tocar e, quando chegou o tempo para parar, quem disse que você deu ouvidos? Tocou por quase mais de uma hora para desespero meu e da dona do equipamento que estava puta da vida com aquilo. Eu via o Pompeu na mesa dando risada da situação e, no fim, o Gabriel Mailo reclamando que não havia luz no camarim. Lógico! Era para a banda parar de tocar antes do pôr do sol!!!
Mas foi um dia fantástico!


Dessa vez a amizade ia perdurar. Era comum ir na sua casa e falar das coisas, de música, de vida e onde iria chegar a banda. Algumas boas festas rolaram lá com todo aquele pessoal de sempre Ariel, Pierre, Hércules, Cuga, Gepeto e outras figuras - da cena ou não - que lá iam te visitar.
Quase fizemos um show pra comemorar os 25 nos do Punk no Brasil hein? Esse sabíamos que ia dar o que falar. Local enorme, espaço para grafite, zine, skate e as melhores bandas de todas as safras desde o início até o dia de então. Que sonho seria aquilo. Pena não ter dado certo e faltava tão pouquinho pra concretizar...

Tenho certeza de que quem cuida das suas coisas tem uma cópia do documento que fizemos.

E quando você veio a um almoço na casa do grande Hércules? Você trouxe o "Deixe a Terra em Paz" que tinha acabado de sair e ainda era inédito. Ouvimos o três todas as músicas e ficamos... cara! Que pôrra é essa!! Que disco, cara!!
Acho que o ouvi durante meses sem parar!
Fiz merda. Dei o disco para um amigo colecionador nervoso do punk rock mas acho que ele está mais bem cuidado do que se ficasse comigo.

Depois foi o lançamento do clipe homônimo no Hangar 110 e depois, a premiere de "Viaduto", que não foi muito bem aceito por você. Faltou força. Acontece.
Lembro de um dia conversando com você sobre se sabia que tinha pessoas que meio que o endeusava e o que você achava disso. Você sabia disso mas dizia que, indiferente de acharem você uma coisa ou outra, continuaria a tratar as pessoas da mesma forma. Sempre que alguém te reconhecia, você parava. Mesmo se estivesse com pressa e, quando o tempo apertava, pedia desculpas por não poder ficar conversando e dizia o que estava acontecendo sem nem precisar de fazer isso.
Um dia me ligou pedindo uma ajuda. "Seguinte Alê, você me dá uma ajuda pra colar uns cartazes de nosso show pela cidade?" "Claro, cara. Quando?" "Hoje! Te encontro em tal lugar." Disse que me daria uns R$15,00 e nunca me passou. Safado mão de vaca!

Ir para a Galeria do Rock com o velho Monza ou, mais tarde com o Palio Weekend, parando em lugares chave para não pagar nada era uma guerra, mas sempre tinha um lugar certo: lá próximo da Santa Cecília.
Aproveitava ainda para cortar o cabelo no centro por R$2,00! Puta cara mão de vaca! "Guardo tudo que tenho para a banda. Ela é o que tenho, meu trabalho", dizia.

Nos vimos por ainda mais um tempo lá na sua casa próximo da Lins de Vasconcelos. Até que comecei a fazer faculdade e fiquei com o tempo curto.

O tempo foi passando. Eu querendo te ver. Sabe, saudades das conversas.
A última vez que te vi foi na Virada Cultural em 2007. Queria uma entrevista para um trabalho que fizemos mas como você estava muito ocupado e nós também, acabamos fazendo com o Pierre, que foi fantástico.


Um dia, num domingo, estava com uma namorada e ela sentou no banco do ônibus ao lado de um carinha que não reconheci de primeira até que ele perguntou: "Você não é o Alexandre?" Cara, era o Wendel!
Sabia que o Wendel era conhecido do Hércules antes de te conhecer, né? Os filhos do Hércules!!
Ele pensou muito em passar seu número e eu: "Qual é, cara! Sou conhecido do cara antes de você! Acha que vou fazer alguma cagada com esse número?" Ele me passou e combinamos de um dia tomar umas cervejas.


Foi a última vez que me aproximei de falar seu nome.
Um dia, na USP, liga o Hércules: "Cara. O Redson faleceu."
Foi um choque brutal. Liguei para o Wendel que não me reconheceu de primeira mas lembro dele me dizer "Sim cara. Lembro do Redson falando de você."
Chorei.

No seu enterro eu não sabia o que fazer, aliás, quem sabia? Fui até próximo da porta onde você estava sendo velado. Lá estavam todas as pessoas importantes e fãs inconsoláveis. Edgard Scandurra, Ariel, Gabriel, Clemente, Caio Uehbe, a galera do Os Stebas, tanta gente.
Não quis entrar mas seu pai disse: "Pode chegar mais perto."
Cheguei. Vi que na sua mão estava sua palheta. Foi forte demais. Me aproximei e sussurrei próximo de você "Seu safado! Me deve 15 Reais!"
Vi seu irmão e perguntei em prantos "E agora?". Ele sorriu, me abraçou e disse "Relaxa."

Foi um dia triste. Todos cantando suas músicas. Ouvi uma delas numa versão tão triste que nem lembro qual era. 
Uma grande perda para mim e para muitos outros mas quem mais sofreu foi sim a música, mas ela é imortal e estará para sempre nos corações e nas gargantas e a internet ajuda.

Fiquei surpreso da banda continuar com o Wendel nos vocais. Que coragem substituir o insubstituível mas soube que estão recebendo bem a nova versão. Não vi ainda, mas terei em breve a oportunidade e, quando chegar esse dia, abraçarei essas figuras corajosas: Wendel, Val, Anselmo e o meu grande amigo Pierre.

Bem, você está em algum lugar, talvez na mente e nos corações de tantas gerações então termino essas palavras deixando o clipe de uma banda que você sempre gostou e tocou como meu singelo parabéns.
Agora descanse. Não te atrapalharei mais. Os sorrisos e as piadas ficarão para sempre e até onde eu puder levar. Forte E Grande É Você meu amigo Edson Lopes Pozzi!!


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Edson Lopes Pozzi

(frio e azul) O USGritarias ficou cousa de um mês parado por causa das férias. Fiquei longe de tudo que tivesse a ver com a internet. Aproveitei para adiantar algumas pendências e me preparava para dar uma retrospectiva do que rolou nesses tempos de ócio particular. Shows, notícias etc.

Mas veio a notícia que baqueou toda a estrutura que eu preparava. Redson, vocalista, guitarrista e fundador do grupo Cólera faleceu na noite de hoje. Uma parada cardiorrespiratória, diz as primeiras informações.

Morreu não um cara que, infelizmente, a mídia sempre deu pouca atenção, apesar da atitude pacifista, ecológica, de união que suas letras diziam. Cólera, banda seminal. Uma das primeiras e a mais velha banda punk em atividade até hoje. Mídia essa que prefere a pujança das bandas pré-fabricadas, com letras rasas, cheia de jabá para promoção de algo que não tem nada para ensinar a ninguém. Ninguém vive apenas de ilusões amorosas e bobagens infantilóides. Cousa boa parece que é negócio de otário que vive no mundo da lua falando de atitude, de união, de um futuro justo, palavras, palavras.

Redson não bebia. Se bebia, era algo raro e que nunca vi. Comida macrobiótica, tinha uma energia espetacular e que o fazia manter a banda. Promover, preparar contrato, fazer música, tocar, ensaiar, agitar ideias que ele sempre achou importante promover não apenas para aqueles que seguiam o estilo da banda, ele fazia isso para todas as pessoas. Era uma excelente figura, um piadista de primeira. Tive o prazer de conhecer o arquivo de imagens e matérias sobre o Cólera e lá, reparei definitivamente a importância dessa banda para a história da música, do estilo, da história.

Conheço não só o Redson, mas a banda (seu irmão e baterista Pierre e os baixistas Fábio e o Val) desde minha primeira organização, ainda mambembe, do primeiro show deles em minha cidade natal, Itapetininga. Isso em 1996. Um dos primeiros shows punk que assisti teve eles, Kid Vinil e outras bandas tocando no Tendal da Lapa. Nunca esquecerei como foi a recepção que a banda recebia das centenas de pessoas que cantavam com eles quase como um hino. Um cântico. 
Queríamos uma banda conhecida para tocar numa casa que nos dava um espaço nos fins de semana. Para um primeiro contato eu e um grande amigo, Reginaldo "Fejão" Montanari para Santos, que era onde eles abririam para os gringos do Shelter. Combinamos tudo e nos preparamos para uma jornada que eu nunca imaginei que renderia a amizade com o trio.

Fizemos outros shows, dezenas de reuniões, papeamos... A galera endoidava por conversar com ele tamanha sua simpatia. Era notável sua paciência contra adversidades. Raramente o vi nervoso. 

A última vez que eu o vi foi num show em Itapetininga no primeiro semestre desse ano. 15 anos depois do primeiro show lá estavam eles em cima do palco. Na pista, figuras que fizeram parte daquela caminhada maluca dos primeiros eventos. Foi como que aqueles dias voltassem por algumas horas e todos nós voltássemos a nossa passada juventude.

Não morreu Redson do Cólera. Morreu Edson Lopes Pozzi, meu amigo.



Imagens: Mauricio Capellari

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Na Inglaterra até banda punk brazuca vira cupcake

Cupcake: um minúsculo bolo para uma única boca. Diz a história que a primeira vez que foi mencionado algo parecido com esse doce foi depois de 1796, numa receita que dizia sobre "um bolo assado em pequenos copos". O termo "cupcake" aparece 32 anos depois num livro de receitas de 1828. O nomes desse bolinho variam de cup cake, fairy cake ou, como conhecemos, bolinho, Ana Maria e seus derivados.
Mas, lá longe, na Inglaterra, tem uma loja muito bonitinha chamada Crumbs and Doilies que é especializada no tal de cupcake.
O sítio é todo estilo fofura. Vários modelos de cupcakes para casamento, caixas para aniversário e as personalizadas para empresas, grupos e estilos: tem do Pac Man, Betty Boop, Mario Bros, caixas de cigarro e figuras dos Beatles e do punk rock como essas da imagem.
Mas perceberam a caixa das bandas quem aparece nelas? Discharge, Kaaos, Ramones, Circle Jerks, Black Flag, Misfits e Calibre 12 e Cólera.
Cara! É fantástico o trabalho feito e essas imagens! Duas bandas brazucas e... o que é que estão fazendo alí?
Fico pensando no que o pessoal dessas bandas pensariam após ver as imagens. Meteriam um processo ou bateriam palmas, afinal, não deixa de ser propaganda?

sábado, 22 de janeiro de 2011

Cólera em Itapetininga 15 anos depois e minha historinha

(um azul azulado) A banda Cólera vai tocar em Itapetininga hoje, dia 22. Não coloquei nada porque fiquei esperando o flyer ou detalhes para postar. No fim, dei um jeito e encontrei algumas informações.
O barulho vai rolar no Espaço do Som Rock Bar, que fica na Av. 5 de Novembro nº3000. 15 paus a entrada. Junto com o Cólera tocam Recus@rmada, Restos de Aborto e Disturbados. As portas serão abertas as 18:00.

O bacana da cousa toda é que essa será a segunda vez que a trupe do Redson aparece na cidade. A última vez foi em 1996, ou seja, quase 15 anos atrás. Uma vida.
Mas eles tocaram nesse dia quando a cidade, aos poucos, havia despontado de uma nova geração rock, mais engajada, mais unida, que se esforçava em tocar, montar fanzines, agitar a cidade pacata de mais de 125mil pessoas e acabara de, enfim e com muito esforço e conversas, ganhar uma casa para que o pessoal da cidade e seus arredores pudessem ouvir um som, tocar, conversar, beber e espalhar ideias. A casa, que se chamava "Dinossauru's", foi batizada para os dias de barulho de "Slam". Uma casa bonita e com dois ambientes separados um para o palco e a pista e outra com mesas cimentadas e com cantos com palmeiras,  o bar com um tamanho bom com o teto parcialmente fechado. Muito bacana. Tenho uma foto dele mas está meio escura. Uma pena que não dá para ver seus detalhes.
Foi numa conversa que rolou a intenção de trazer uma banda mais famosa e que fizesse parte do underground. "Que tal Cólera?", disse um amigo, talvez o Reginaldo "Fejão" Montanari e me incumbiu de iniciar as diretrizes já que eu moro em Sumpaulo.
O primeiro contato foi num show no Tendal da Lapa que tocou o Cólera e uma banda do Kid Vinil, não lembro qual mas recordo de ele ter aparecido com os parcos cabelos pintados de verde em alusão ao Palmeiras que tinha ganhado não sei o quê. Foi uma conversa rápida, meio informal e nada profissional. Tinha que mostrar que estava de verdade a fim da cousa para acreditarem.
Pois bem, foram eles que tiveram o prazer - ou não - de abrir para os gringos do Shelter em Santos e lá fui eu e Fejão para mais conversas. Um detalhe desse dia - e espero que entendam que foi apenas uma brincadeira para quebrar nosso gelo -  é que, enquanto estávamos ainda do lado de fora da casa, tomando umas cervas, reparamos a quantidade de Straight Edges que estavam por lá por causa do Shelter, que tocava no então estilo krishnacore e tinha a música "Here We Go Again" estourando nas rádios. Bem, no punho das mãos havia o símbolo "X" na maioria deles. Resolvemos fazer o nosso símbolo no punho e desenhamos um belo "51"!
Conversamos melhor, trocamos os telefones, lembro que o dele foi um dos primeiros com oito dígitos, e tudo estava caminhando e sendo arrumado até que a banda mandou uma lista de equipamentos que tinham preferência. Apareceu que ele queria um amplificador de 100 watts com cabeçote e ninguém do grupo tinha um dessa potência. No máximo 40 watts. Pior, já estávamos em cima da hora e o negócio foi alugar uma no desespero. Liga para uma, duas, três e ninguém queria alugar o negócio até que apareceu uma no centro. Convidei uns amigos para darem uma ajuda (Henrique e mais duas figuras que não me vem o nome) e lá fomos nós buscar o trambolho que, quando vimos, era de um peso ignorante. O cara que nos alugou preparou os documentos, recebeu o dinheiro e, já do lado de fora perguntou onde estava nosso carro. "Que carro? Nós vamos de ônibus", falei até que vi a cara dele de arrependimento e cheio de nos pedir para tomar cuidado, porque se acontecesse alguma cousa eu seria o responsável, o negócio era caro e blá blá blá.
Lá, chegando na rodoviária, ficamos esperando o Fejão que viria com a mãe dele de carro para buscar eu, os três carinhas e um amplificador que colocamos tudo de um jeito que até hoje não sei dizer como dentro de um Fiat 147. Esperamos a chegada do Cólera com seu histórico Monza "Hathson", ensaiaram, mudaram alguns detalhes e ok, tudo pronto.
A casa lotou. Lembro que tocou Calibre 12 e as bandas de lá como o Poluição Sonora. Nisso, vejo os caras do Cólera, Redson e seu irmão Pierre dando entrevistas e tirando fotos para os moradores e fanzines locais. Um pusta clima delicioso, uma noite deliciosa. E chegou a hora de subirem no palco e, acho que seria impossível transmitir em palavras a energia, a alegria que envolveu toda a casa, até para aqueles que nem eram tão chegados no estilo. Todos cantavam juntos, pulavam, saltaram moshes e pogaram alucinantemente.
Depois de cousa de três horas de show e, sim!, os caras tocaram esse tempo, a noite continuaria com a velha guarda vindo em minha direção, me abraçando e dizendo "obrigado"... me segurei para não chorar de felicidade com toda aquela emoção. Ficamos ainda a madrugada toda numa roda no canto da cada ouvindo o Redson contar piadas sem parar.
15 anos cara... depois desse dia nunca mais perdi o contato com o Redson e angariei novas bandas, novas amizades, organizei outros shows, sofri pra cacete e ainda não deixei a peteca cair. Ali foi colocada a semente de tudo que sou hoje em matéria de correr atrás, tirar sangue de pedra e enxergar que, com força de vontade e sacrifício há de tudo dar certo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Barulho no Kazebre

(putz! frio) Recebi uma mensagem de que dia 21 de agosto, sabadão, vai rolar no Kazebre um show barulhento, nervoso e animal para quem gosta de um bom punqueróque: Ratos de Porão, Cólera, Flicts e Agrotóxico, que sai em turnê pela europa em setembro. São 15 dinheiros é o preço da entrada no primeiro lote.
Conheço bem Ratos, Cólera e Agrotóxico e digo que vale a pena, até porque nenhuma delas são novas. Todas decanas ou mais no circuito. Flicts vou ter a chance de conhecer, já que muito se fala neles.
O Kazebre tem um espaço enorme, a cerveja é barata, o pessoal é profissional. Nunca reclamei de nada quando fui, aliás, reclamo que é longe, mas e daí. Quem gosta não esquenta a cabeça com nada, porque, se esquentar a caspa vira Mandiopan.
Já estou lá.

Imagem: divulgação