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sábado, 11 de agosto de 2012

Os velhos também pogam

Imagem: Quadrinhos Brazucas
Às vezes passa sem perceber. Reparei que os anos estão passando tão rápido quanto uma virada de bateria do Iggor Cavalera. Acho que isso me pegou ao ver o documentário "Pais e Punks" (The Another "F" Word - 2011) que passou esses dias e comentei aqui
Explico. Boa parte das bandas que apareceram no documentário eu lembro de ter escutado logo - ou pouco depois - de seus lançamentos. A maioria bruta eram figuras que me pareciam pouca coisa mais velhos do que eu e, agora, todos batendo na casa dos 50, alguns menos, alguns mais. 
Tudo bem, tudo bem. Conheço pessoas bem mais velhas e que tem o rock and roll correndo nas veias. Temos o Serguei, certo? E quantos tantos outros exemplos podemos dar?
Agora apareceu esse vídeo abaixo, que tem pouquíssimas informações sobre uma senhora de seus 70 anos, já uma bisavó da cidade de Grimsky, UK, que não perde um bom bate cabeça chamada Bessie Lawrence. Ganhou até apelido: "Bloody Nora".
Mas me lembrei de uma outra figura. Isso aconteceu em 1992, 1993.
Como fazia nesses dias de juventude, partia nos fins de semana da minha casa para o bairro do Ipiranga. Lá, na Avenida Nazaré, perto do Corpo de Bombeiros, havia uma daquelas igrejinhas (na verdade ela ainda está lá, mas não como era nessa história) que trazia bandas pesadas (havia o brutal - mas bonzinho - death metal do Devilcrusher. Hoje tem uma outra banda com o mesmo nome, mas é outra coisa) para tentar trazer ao seu teto as nossas estúpidas almas e corações que, ao verem que era a hora da pregação, saiam na rua para comprar cachaça.
O evento acabava lá pelas 20:00 e dava tempo suficiente para aquela horda de adolescentes tão esquisitos como oompa loompas rumarem para um outro lugar. Não, não era para a Fábrica de Chocolate, era para a Casa de Cultura do Ipiranga, hoje batizada de Casa de Cultura Chico Science. Lá sim, na época a nossa Meca, onde as bandas se apresentavam sem nenhuma pregação. Coisas como P.U.S., Little Quail, Scars, Okotô, Siegrid Ingrid, X-Rated, Avalon e tantas outras que meus neurônios negam a me lembrar.
E havia essa figura. Era um senhor que chegava lá e num canto ficava. Alto, magro, a cabeleira branca, sempre sorrindo. O mais velho de todos, o nosso ancião, o vovô que parecia fazer parte daquelas imagens de pensadores gregos.

Mas mal havia começado os primeiros acordes, aquela figura, chegava para perto do meião já dançando. Pogava, dançava, pulava do palco, era uma figura. O pessoal o respeitava. Por algum motivo ele era uma das razões de muitos para continuar na batalha da vida. Não tinha dia que ele faltava. Deveria morar por lá perto, o que será que aconteceu com ele? Estaria ainda perambulando pelos shows da vida? Comprando CD's ou baixando arquivos? Não sei. Nunca vou saber. 
Bem, essa é a minha homenagem à esses senhores e senhoras de idade que continuam nos impressionando e a essa solitária e feliz figura que, como os monumentos erguidos aos soldados desconhecidos, infelizmente nunca também saberemos seu nome.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Rock in Rio abre mais uma filial

Pois é! Nossos amigos argentinos terão seus dias para lembrar que estão ao lado do mar, próximo ao Pão de Açúcar, vendo a mulherada rebolar no samba e falando carioqueish, valéu?
O império Medina acertou com o governo argentino a vinda do festival Rock in Rio que rola na cidade maravilhosa e que tem suas versões em Portugal e Espanha. Os planos são para uns cinco ou seis dias de festa para 2013, possivelmente depois do festival que também passará no Rio.
O lugar escolhido foi o Parque de la Ciudad que tem 120 hectares e, dentro dela, funciona um parque de diversões com uma torre de 208 metros de altura, o equivalente a um prédio de 72 andares. A intenção é colocar 100 mil pessoas em cada dia de evento.
"Um dos festivais de rock mais importantes do mundo chegará na Argentina em 2013" diz a matéria do jornalista Guillermo dos Santos Coelho no site do Clarín. Curioso lá é ver a reação das pessoas com a notícia. A mesma que se tem aqui mas com aquela felicidade de ter um festival de tamanho porte por lá. Bacana de ver.
Nenhuma banda foi confirmada. Coisa fraca não será: "Não se pode dar ao luxo de fazer (um festival) com bandas que não tenham reconhecimento", falou Medina para Guillermo.
Eu posso apostar minha unha que, pelo menos, Sepultura e com o grupo francês Tambours du Bronx toca lá. É apenas chute, viu.
Na versão europeia que acontece esse ano tocam em Lisboa, Portugal: Metallica, Smashing Pumpkins, Linkin Park, The Offspring, Lenny Kravitz, Expensive Soul, Bruce Springsteen, Marron5, Ivete Sangalo e outras. E em Madri, Espanha, terão Red Hot Chili Peppers, Lenny Kravitz, Maná, Incubus e outras que ainda não foram passadas já que não foi fechado todas as atrações de ambos os locais ainda. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Os filmes, sua trilhas

Dias atrás assisti ao filme "O Lutador" (The Wrestler - 08) e além de ser um pusta filme, tinha uma trilha sonora oitentista em geral. Muito boa, muito bacana que me deu na cabeça lembrar de alguns filmes que tinham uma trilha bombástica, louca, rock, que me faria (ou fez) correr atrás de mais informações.
Fiz, então, uma lista daquelas que me apareciam na mente. Com de costume, dou uma geral com uns comentários sobre os porquês de cada escolha. Tirei da lista filmes sobre bandas como The Doors, The Wall e outras que mostram apenas uma ou duas bandas no filme inteiro. O bacana seria vários grupos diferentes num filme só, o que considero primordial para um leque maior de novidades.
Claro, se alguém lembrar de outras, a lista vai ficando cada vez maior.
Comecemos, então com:
O Lutador (The Wrestler - 08) - Como citado acima, a trilha hard rock pesadão dá um baita gás na história de um e, por que não?, vários lutadores da luta livre em fim de carreira. Filme triste e belo e a atuação de Mickey Rourke e Marisa Tomei ultrapassam a sensibilidade, a cumplicidade e o calor humano num momento de total solidão que faria um tijolo se emocionar. Na trilha: Quiet Riot, Ratt, Accept, Slaughter, Bone Crusher, Thunderheist, Bruce Springsteen, Cinderella e outras
Judgement Night (idem - 93) - O filme em si não é aquela maravilha. Quatro amigos estavam indo para ver uma luta de boxe, com o trânsito parado, resolveram cortar o caminho e acabam virando testemunhas de um assassinato feito por traficantes. Filme de ação que não deixará sua vida vazia e sem sentido se deixar de assistir, mas a trilha tinha uma novidade ao colocar bandas de rock e rap trabalhando em conjunto em cada música. O resultado, aí sim, transformou a trilha sonora mais conhecida que o próprio filme.
As duplas? Biohazard e Onyx, Helmet e House of Pain, Living Colour e Run DMC, Slayer e Ice T, Pearl Jam e Cypress Hill (o Cypress também faz uma jam com o Sonic Youth), Faith no More e Boo-Yaa T.R.I.B.E. Só essas já fazem com que você não se empolgue demais. A sua casa pode ficar em perigo de destruição.
O Último Grande Herói (Last Action Hero - 93) - Parece que esse foi o ano das trilhas sonoras, afinal estávamos no início da explosão grunge. O filme, que conta com Arnold Schwarzenegger (confesso que demorei para escrever esse nome) tem até que uma história divertida e forçada propositalmente para mostrar o que acontece quando uma criança ganha um tíquete mágico e que o faz entrar no filme de seu artista preferido, Jack Slater. Um filme dentro de outro filme. A trilha trouxe uma música que ficaria nas rádio daqui tocando sem parar: "Big Gun", do AC/DC. Mas tinha também Alice in Chains, Megadeth, Anthrax, Fishbone, Queensrÿche, Cypress Hill (novamente), Aerosmith etc.
Alta Fidelidade (High Fidelity - 00) - Filme "moderninho", cheio de influências pop e bacaninha que conta a história de um dono de loja de discos fanático por fazer aquelas listas "top 5" que, após tomar um pé na bunda da namorada, resolve ver suas cinco principais ex-namoradas. Como a maior parte do filme ele está na sua loja, a "Championship Vinyl", é exatamente nela que encontramos as melhores partes do filme. O final é uma bobagem, mas vale a pena assistir sem nenhum compromisso. Baseado no livro do então escritor queridinho Nick Hornby, virou cult. Tinha The Kinks, Velvet Underground, Beta Band, Stereolab, Bob Dylan, Elvis Costello, 13th Door Elevators, Joan Jett, Chemical Brothers, Grand Funk Railroad, De La Soul, Stevie Wonder, Stiff Little Fingers, Aretha Franklin, Barry White e mais uma porrada de banda. A trilha sonora lançada não tem nem metade das músicas que aparecem no filme.
Vida de Solteiro (Singles - 92) - Essa é a tomada da invasão grunge nos filmes. Serei sincero. Não vi esse filme e nem me interessei em vê-lo. Não era fã da época desse estilo que chegava a ter raiva de quem gostasse dessa bobagem de calça rasgada e camisa listrada em cima de outra camisa listrada. O que hoje é o emo, o grunge era para nós, radicais xiitas. Hoje, digo que estou mais relevante a essas bandas e gosto de boa parte delas, principalmente aquelas que pouco fizeram sucesso na cena mundial. A trilha, vai, é boa sim: Pearl Jam, Mother Love Bone, Jimmi Hendrix, Mudhoney, Smashing Pumpkins, Screaming Trees, Jane's Addiction, Pixies, John Coltrane, R.E.M., The Cult, Tad, Alice in Chains, Sly and The Family Stone, Soundgarden e por aí vai. 
A Escola do Rock (The School of Rock - 03) - Não iria falar dele por seu meio que óbvio, mas se não falasse, seria sacanagem. De todos os filmes que falei até aqui, acredito que esse seja o mais famosos de todos, até pela data de seu lançamento. Aqui, um músico fracassado sai da banda e pode perder seu canto na casa que divide com um colega caso ele não arranje um emprego. Ele forja um documento que o faz ser professor de música no lugar desse seu amigo e começa a fazer a diferença manipulando tudo e todos. Outro filminho bacaninha com uma trilha em sua maioria setentista que tem The Clash, Kiss, Black Sabbath, Cream, AC/DC, The Who, Led Zepellin, Stevie Nicks, Ramones, Deep Purple, T-Rex etc.
Cecil Bem Demente (Cecil B. Demented - 00) - Filme demente e poderoso e de um puta humor negro do diretor mais desgraçado do mundo, John Waters. A história conta o sequestro de uma atriz de primeiro escalão de Hollywood forçada a fazer parte de um filme underground com um grupo que faz o possível e o absurdo para com seu diretor terminar o filme atacando outros filmes e fazendo o diabo para o seu grande final. Nunca fui o mesmo depois desse filme. Trilha: The Locust, Moby, Meatjack, The Sex-O-Rama Band, Substance D, XXXBombshell. Rola até Liberace!!
Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (Lock, Stock and Two Smoking Barrels - 98) - Filme que foi antecessor de "Snatch - Porcos e Diamantes" (Snatch - 00) de Guy Richie, ou seja, menos conhecido e muito mais alucinante conta o que acontece com um grupo de amigos que resolvem colocar o melhor jogador de cartas contra gente perigosa. O cara perde e tem uma semana para pagar 500 mil libras e, como pagar? Assaltando um grupo que irá roubar maconha de um outro grupo e que... Eu falei que era alucinante, não falei? Pois é. Assista, chore de rir e escute as músicas de James Brown, Dusty Springfield, The Stooges, E.Z. Rollers, Skanga, Stone Roses, Evil Superstars, Junior Murvin, Ocean Colour Scene e mais algumas bate cabeças.
Tem algum outro filme que serviria aqui? Vai, manda a lista para a gente dar uma olhada!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O rock e as experiências estúpidas

Nessa data, em 1968, o renomado professor audiologista da Universidade do Tennessee, Dr. David M. Lipscomb provou que rock pode ser perigoso para os ouvidos. Interessante essa sapiência, tamanha força de tal descoberta, tamanha tese de grande interesse público, principalmente músicos e surdos de energia.
Para fazer essa descoberta que quase mudou o finalzinho dos anos 60, Dr. Lipscomb, fez um porquinho da índia ficar ouvindo rock and roll a 120 decibéis durante 90 horas num período de três meses. Isso equivale ao barulho de um show ou de um motor a jato. 90 horas! Adivinha o que aconteceu.
Células auriculares do ouvido direito foram danificadas ou destruídas enquanto a esquerda - que recebeu um protetor - nada aconteceu.
Deu sorte, esse porquinho. Se colocassem Restart ou Justin Bieber no som, ficaria senil.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Rock X Escola: o bullying da pedagoga ou preconceito sonoro?

(tempo bonito e gelado) Um camarada mostrou na rede social a matéria do UOL "Menino abandona escola no interior de SP após ser repreendido por gostar de rock pesado".
Na matéria, o carinha que mora a pouco mais de 15 dias em São José do Rio Preto, foi repreendido porque batucava na carteira, imitando gestos de um baterista. Deveria estar empolgado com alguma música que apareceu de súbito na cachola. Acontece sempre comigo.
A professora fica puta e manda ele para a diretoria. A diretora (sim! temos o link) , ao invés de comentar sobre o ruído do batuque que pode tirar a atenção dele e dos outros alunos da sala de aula, foi além e mostrou imagens do capeta e de tudo o que é ruim, dizendo que esse era o tipo de som que ele ouvia e esse era as letras que ele ouve "fazem alusão à besta, ao demônio. Não têm mensagem positiva", ela disse, como se fosse a conhecedora PhD do estilo. 
O menino, ainda de acordo com o repórter, foi para casa e estava apavorado. Tinha visto imagens assustadoras e disse que sua professora contou que "os roqueiros fazem rituais satânicos".
Uma frase da pedagoga: "Ele é agressivo, e isso se deve a esse hábito de ouvir essas músicas que estimulam a violência.” O colégio Ponto Alfa é particular.
A escola humilhou ele, mentiu e podia ter arrasado com uma qualidade que é a de tocar música. Bullying psicológico!
Esse é outro tipo de cousa que acontece há anos. O preconceito sonoro. Para um universo que desconhece uma língua estrangeira, sua mentalidade diminuta "acha" que toda e qualquer banda que fale "hell" ou tenha o diabo na capa é, potencialmente, um perigo para a sociedade porque todos usufruem seu sucesso fazendo ou estimulando o fã a fazer rituais macabros. "O cara está xingando sua mãe e você nem sabe", dizem. Ah, você sabe o que eles falam.
Ele é agressivo porque escuta músicas que estimulam a violência. Então se ele ouvisse rap seria bandido e reggae seria maconheiro? O moleque pode ouvir música evangélica ou "do bem" que não pega nada mesmo se ele assiste Simpsons e joga Carmagedon?
Passei por esse tipo de preconceito assim como várias pessoas que conheço. No meu caso, a escola particular - e de irmãs - me impediram de usar camiseta de banda no colégio. Pior, cabelo comprido? "Quem usa cabelo comprido é mulher. Você é mulherzinha?"
Ainda tive uma pequena demonstração de que lá na escola não havia esse tipo de preconceito. Pra mostrar que você está viajando, sua banda vai tocar no anfiteatro na Festa das Nações. E tocamos, por uns 5 minutos, até o pai de um estudante desligar todo o som da tomada alegando que estávamos possuídos pelo demônio. Imagina aquelas crianças pulando do palco para a pista! Só estando possuído mesmo!
É muito agressivo e pessimista pensar que uma pessoa, que tem internet, google, conversa e lê sobre pessoas e ideias seria alguém com algum tipo de razão para julgar e ser julgado mas, não, a cousa degringola para uma ignorância mais radical, mais centralizada no próprio umbigo e na informação mais barata e cafajeste possível. O pior é sacar que, mesmo sabendo disso, a pessoa adora, sente um tesão histérico, e continua com seu preconceito disfarçado de moralidade. Isso que moralidade é outra besta-fera.
Numa era tão cheia de tecnologias, novidades, conhecimentos e facilidades, ainda há muita gente que vive na era de inquisidores, em séculos passados há tempos, na Idade Média mesmo. Mediana pra cacete.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Comerciais, por favor. Gol: Carro de "roqueiro"

De bobeira encontro essa matéria que não mudará em nada a forma como vivemos ou nos comunicamos, bem, nada que eu escrevo muda: a Volkswagen lançou o Fox e o Gol Rock in Rio. Por essa, o carrinho de 30 anos leva a marca de "carro de roqueiro".
Explico. Esses nomes bizarros, que dão jus a algo que chame mais a atenção do que números e siglas já não é de hoje como forma de dar esportividade, classe ou pra chamar um pouco da atenção pelo aspecto da exclusividade, mesmo que isso fosse apenas uns apliques ou um detalhezinho nos bancos ou no painel. Só o Gol teve vários como Atlanta, Star, Rallye, Fun, Copa etc. Nada incomum se houvesse o fato de que essa é a segunda vez que eles fazem uma "homenagem" ao rock.
A primeira vez rolou em 1995, quando veio para cá os Rolling Stones. Pronto, lançaram o Gol Rolling Stone com uns adesivos em alusão ao disco "Voodoo Lounge" e a turnê que faziam no Brasil, mais Rio.
Nós, garotos que queriam uma grana para pagar uma gravação num estúdio, também fizemos nossa homenagem vendendo "Rolling Beer", as latinhas que rolavam ladeira abaixo. O Gol é rock!
Uns tempos depois, a Volkswagen lançou um novo modelo, esse tão especialíssimo que eu nunca vi na rua. O Vintage.
Preparado para fazer parte dos 30 anos do carrinho no Brasil, além de aparecer com faixas esportivas (um carro muito bonito), o dono recebia uma guitarra! Uma bela Tagima Stratocaster com o logo da Volks no corpo da guitarra. Não acho que o dono recebia amplificador, pedal ou cabo.
Essa é sua terceira versão com apelo ao rock. Nunca ví outro tipo de apelo. As Olimpíadas receberam duas também com o Gol Atlanta e Ouro (O Monza teve sua versão "copa" chamada Barcelona). Assim, como o Gol também enveredou pelo óbvio - a Copa do Mundo e usando como nome, "Copa" - e, bem depois, a linha Kadett, da Chevrolet teve a versão Turim (Copa da Itália). Nenhum carro ou fábrica que eu lembro colocou, nem se fosse um mero adesivo, algo sobre música. Só ele.
A estratégia de marketing de um carro assim não sei se dá gás nas vendas. O bicho é caro, custa mais de 35 mil Reais. Serão feitas 900 unidades dessa versão e, dessa vez o Gol vem acompanhado do modelo Fox, esse mais caro (quase 41 mil) e mais exclusivo (350 carros). Diz que quem comprar um desses carros, ganha senha para baixar músicas "gravadas durante o evento".

terça-feira, 5 de abril de 2011

A Filosofia do Rock no CCBB

(chove?) Um livro ou uma música? Eis a questão. 
Filosofia e rock'n'roll. Já ouviram dizer que ambas as ideologias andam de mãos dadas desde sua concepção, claro. Pensando rápido, essas misturas já apareciam com Nietzsche e Richard Wagner. O amor ou apreço pela música e o apelo e pensar filosófico, tanto para o bem como para o mal no caso desse exemplo.
Pois é. Uma amiga, que não falo que foi a grande Tabita, assoprou que o CCBB vai fazer um parâmetro sobre essas mesmas influências com o projeto "A Filosofia do Rock". Capitaneado por Marcia Angelita Tiburi, ela e convidados vão dialogar com a plateia sobre esses assuntos e suas relações a cada primeira terça de cada mês sempre com um tema (um filósofo ou pensamento) e um modelo (do punk ao artista/banda). 
Pra quem gosta de pensar, de ficar um tempo meditabundo aí vão as datas, lembrando que é de graça mas tem que retirar o ingresso com pelo menos uma hora de antecedência, sabendo que pela lógica do tempo e seu espaço, a palestra terá como início 19:30 e término 21:30 ou mais, vai saber.
5 de abril
Bob Dylan e Walter Benjamim
Convidado: Thedy Corrêa
3 de maio
Beatles e Wittgenstein
Convidado: Simoninha
7 de junho
As Mulheres na História do Rock
Convidada: Elisa Gargiulo
5 de julho
Legião Urbana e Michel Foucault
Convidado: Thedy Corrêa
9 de agosto
Punk Rock e Nietzsche
Convidado: Kid Vinil
13 de setembro
Velvet Underground, Nietszche e as Filosofias Pós-Modernas
Convidado: Thedy Corrêa
4 de outubro
Rolling Stones e as Filosofias Negativas
Convidado: Nelson Motta
8 de novembro
Radiohead e Nirvana, Ideologia e Sociedade do Espetáculo
Convidado: Thedy Corrêa
O CCBB fica na Rua Álvares Penteado, 112. Telefone: 3113 3651.

Imagem: Oito Olhos

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Carioca Club... pra que colocar só um show?

E não é verdade? A casa com o nome menos paulistano de São Paulo, o Carioca Club é um desses lugares que pega qualquer um de surpresa.
Pega por um monte de contrastes: o nome, o estilo da casa que, apesar da série de shows de rock, também dá espaço - e muito - para forró, pop, country e diversos outros estilos que nem consigo imaginar, mas a casa é boa pra essas cousas. Espaçosa e o melhor de tudo, tem local para fumantes!
Como este é um blógue de rock'n'roll, podemos separar aqui para se ter uma ideia os próximos barulhos: Rise Against, Anti-Flag, Primal Fear, Exciter, Accept e como um grande amigo mostrou e ainda não consta nem no sítio do Carioca nem da banda mas apareceu no Agenda Metal: Dirty Rotten Imbeciles, o crossover mais conhecido como D.R.I.
Os ingressos de cada show, datas e demais detalhes é só dar uma clicada nos "aquis" ou no Agenda (no caso do D.R.I., aqui mesmo) e escolher qual ou quais eventos te interessam ou o quanto o bolso aguenta.
Bom show meus camaradas!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Brazilian Guitar Fuzz Bananas

(sem nuvens) Ontem estava dando aquela olhada diária no jornal e me deparei com uma matéria que me deixou interessado em saber o resultado da obra. O título da matéria era: "Coletânea reúne faixas dos primórdios lisérgicos do rock brasileiro".
Tentei procurar no cérebro alguma banda brazuca que poderia se encaixar aí. "Casa Das Máquinas? Mutantes não vale. Um amigo me falou de uma banda, mas... esqueci o nome. Hmmm, vamos ver esse negócio."
Assim como acontece com os "verdadeiros" grandes músicos brasileiros como o Mutantes citado, Tom Zé ou Villa Lobos, só lá fora alguém dá atenção, se impressiona e a primeira cousa que faz é editar e gravar um disco que, no final, terá grande repercussão, matérias positivas e, aí sim, vem pro Brasil. Aconteceu novamente.
O brasileiro Joel Stone, que vive em Nova Iorque e tem um sebo com o ótimo nome de Tropicália In Furs ("The best record shop on Earth", diz o sítio ou "Não há em nenhum lugar no mundo onde você pode encontrar gravações como aquelas", nas palavras do DJ Egon) acabou de montar uma coletânea que é a mais impressionante que já ouvi, juro! O nome é esse que está no título acima (Brazilian Guitar Fuzz Bananas: Tropicalista Psychedelic Masterpieces, 1967 - 1976) . Felicidade pura.
São 16 músicas louquíssimas, totalmente desconhecidas da maioria dos seres vivos. O cara fez um verdadeiro garimpo que nem Indiana Jones teria chegado perto.
Assim, conhecido, apenas o "comedor da Janis" Serguei com a música "Ouriço" ("Esse bicho é muito louco e quer me morder", canta). De resto, mas não menor que esse figura do r'n'r: Fábio, Celio Balona, Tony E O Som Colorido, The Pops, Marisa Rossi e assim vai.
Lisergia até no nome: "Lindo Sonho Delirante", "Som Imaginário de Jimi Hendrix", "Vou Sair Do Cativeiro", "As Turbinas Estão Ligadas", "Que é isso?"...
E mais. O CD simples ou vinil duplo vem com um livro colorido em inglês e português, pôster em três dimensões acompanhado do óculos e mais um vídeo com comentários. Desde que ouvi, sonho em ter esse trabalho físico em minhas mãos.
Concordo com o que disse Marcus Preto na matéria: "o material é uma espécie de elo perdido da nossa história musical."
Bacana também outra matéria no blógue Sedativo, de André Mansur sobre o encontro de Joel e o cantor Fábio (que canta "Lindo Sonho Delirante") no sebo do Rio de Janeiro, Baratos da Ribeiro que promove o Clube do Vinil.
Se você leu até aqui e se empolgou vendo os linques, duvido que não esteja tremendo de vontade de conhecer esse pusta trabalho de bandas nacionais fantásticas e obscuras e que, infelizmente - apesar de ser um brasileiro o seu idealizador - saiu primeiro lá fora.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Último show do Faith No More: Chile

(nem tão cinza nem tão frio) É isso aí pessoas. O Faith No More fará o último show da turnê em Santiago, Chile dia cinco de dezembro. Será o último show mesmo. A banda não continuará mais e não haverá novo disco, talvez um DVD do(s) show(s). O show já está confirmado no sítio doFNM com a frase "A turnê de reunião do FNM vem ao seu fechamento final no Chile!".
O tecladista, Roddy Bottun, deu entrevista para o sítio chileno do Terra confirmando e contou que "de todos os lugares que visitamos, Santiago foi um dos lugares onde tivemos a melhor resposta do público.", por isso a escolha. "Quando nos decidimos nos juntar, foi para reconectarmos e reviver algo que vivemos em comum (...) mas tínhamos estabelecido que fazer estes shows eram o único que iríamos fazer."
Mesmo sabendo que as chances de um novo disco da banda é zero, o baixista Billy Gould diz o contrário para o sítio La Tercera: "Na minha opinião, gravar um álbum seria uma grande ideia."
O show vai acontecer no Estádio Bicentenário de La Florida e a abertura vai ser da banda Primus com a turnê "The Oddity Faire - 2010" e aparece com a formação original, já que Jay Lane voltou às baquetas depois de 21 anos fora.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Halford: disco novo, clipe animado e turnê no Brasil

(mas que tempo frio!) O metaleiro mor, Rob Halford vem para o Brasil tocar com seu projeto, Halford, dia 24 de outubro no Carioca Club. O preço da inteira é 119,99 (!!!) dinheiros pista.
Vem ainda para apresentar a turnê de seu mais recente álbum chamado "Halford IV - Made Of Metal" e que, no sítio, apresenta a prévia do primeiro clipe animado da banda e pode baixar o single com o mesmo nome do trabalho.
Essa é a segunda vez que Halford - a banda - aparece no Brasil. A primeira foi em 2003, no Rock In Rio III, mas ele já veio antes com o Judas Priest e com outra banda, o Fight.
Gosta de um metal? Pode ir que a diversão, músicas novas, do Fight e do Judas é garantida.

Mike Edwards (ELO) 1948 - 2010

(o que aconteceu com o domingo e a segunda?) Assim como foi sua excentricidade no manuseio do cello, onde tirava notas até com frutas, seu falecimento não foi nada normal.
O ex-violoncelista da banda Electric Light Orchestra morreu após sua van ter sido "atropelada" por 600 quilos de um cilindro de feno que rolou colina abaixo numa estrada no interior da Inglaterra. Os policiais estão atrás de mais informações sobre como uma cousa dessas pôde acontecer e estão conversando com o fazendeiro que é dono de uma área próxima do local do acidente.
Conhecido na banda como um cara extravagante visual e musicalmente, Mike tocou no primeiro concerto ao vivo do ELO e ficou com a banda de 1972 até 1975 quando, por algum tipo de epifania, converteu-se ao zen-budismo e trocou seu nome para Deva Pramada, assim como Cat Stevens que mudou seu nome para Yusuf Islam quando entrou para o islamismo e tantos outros que entraram em algum lugar por entrar.
É mais uma amostra de que não adianta ter medo de algo por temer a morte. Uma demonstração bizarra de como funciona a caixinha de surpresas do destino.
Pusta azar, não?
Bem, uma música de ELO se quiserem ver clicando aqui.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

John Bonham...

(tomara que fique assim até semana que vem!) E já não falei poucos posts atrás sobre festejar data dos vivos, dos mortos, dos mortos se estivessem vivos e outras?
Pois nem John Bonhan, o falecido batera do Led Zeppelin, deixaria de ser lembrado.
25 de setembro é a data da morte de Bonhan e, ao invés de chorar as pitangas, colocar flores na sepultura, rezar ou cousa que o velha, o negócio é beber e tocar bateria sem parar. É o que um pessoal fará no Key Club de Hollywood.
Os puxa-sacos bateristas confirmados para tocar as músicas da banda do Sr. "Bebo Quarenta Doses De Vodca" são:
Steven Adler (Guns ‘N Roses, Adler’s Appetite)
Vinnie Appice (Black Sabbath, Heaven and Hell)
Kenny Aronoff (John Cougar, John Fogerty)
Frankie Banali (Quiet Riot)
Jason Bonham, filho do próprio (Led Zeppelin, Foreigner)
Fred Coury (Cinderella)
Jimmy D’Anda (BulletBoys)
James Kottak (Scorpions)
Khurt Maier (Salty Dog)
Chris Slade (The Firm, AC/DC)
Chad Smith (Red Hot Chili Peppers, Chickenfoot)
Briian Tichy (Whitesnake, Foreigner, Billy Idol)
Joe Travers (Zappa Plays Zappa, Duran Duran)
Simon Wright (AC/DC, Dio)
Já Carmine Appice (Vanilla Fudge, Rod Stewart) apresenta suas baquetas via vídeo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Rádio Cérebro no ar (2)

(calor, tempo bonito) Dia corrido pessoal. Busquei alguma cousa para colocar mas nada de relevante para postar. Pelo menos até agora.
Então, para não ficar sem nada, uma musiquinha; a primeira que veio na cabeça: "Step Down", da banda Sick Of It All. Faz parte do disco Scratch The Surface, de 1994. O primeiro por uma grande gravadora, no caso a Eastwest Records.



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pânico de meninas

(o sol!) Enfim, Blondie, uma das pusta bandas que rolaram no finalzinho dos anos 70, que tocaram no CBGB ao lado de Ramones, Talking Heads e Television preparam para lançar um novo disco depois de sete anos quando do lançamento de "The Curse Of Blondie", de 2003, batizado de "Panic Of Girls".
Ainda sem data para seu lançamento, algumas músicas que entrarão no disco vão sendo testadas nos shows e, como diz Clem Burke, o baterista da banda para o sítio Billboard: "Estamos recebendo uma grande recepção com o novo material. Tocamos umas cinco ou seis músicas nos shows, o que é complicado para o público que é ouvir pela primeira vez um novo som num evento, mas estamos nos dando bem com isso." Algumas dessas músicas são "What I Heard", "The End" e "Mother".
O disco foi gravado entre novembro e dezembro numa fazenda em Woodstock e tem como ideia ficar o mais longe possível de programas especiais para colocar nas canções como houve com "The Curse Of Blondie". Burke lembrou que essa é a segunda vez que eles gravam um disco fora de Manhattan. A primeira foi em 1980 - 30 anos atrás - na gravação do platinado "Autoamerican".
E olha que planejam uma turnê mundial!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Jeff Beck no Brasil e ingresso de festival

(frio...) Jeff Beck está com duas datas marcadas para tocar no Brasil. A primeira é dia 24 de novembro no Rio de Janeiro no Vivo Rio. A segunda, dia 25, na Via Funchal (apesar de nada constar até o dia de hoje nem aqui nem acolá), aqui em Sumpaulo.
Preço da inteira em ambos os dias: 200 dinheiros.
O que posso dizer? Que foi injusto eu falar que 190 paus no SWU é um absurdo? Que pagar mais de 150 num show é hiperxangai, como dizia o Paulo Francis? Pô o próprio Roberto Medina, que produz o Rock In Rio e que só vai rolar em 2011 e não tem nada programado disse que o show não vai ser mais que 180 xelins!
Será eu me tornei um maldito pão duro? Eu não estou acompanhando a bonança do aumento da renda dos homens e mulheres que aqui vivem? Que um salário mínimo é um puta dum dinheirão? Será que ganho tão pouco assim? Será que TODOS estão ganhando tão bem assim?

Apenas para uma amostragem, o ingresso mais caro para a turnê Time Machine Tour, do Rush, em Dallas, no dia 26 de setembro custa 110 dólares ou 192 Reais na cotação! Aqui, o mais barato é 160 paus! 32 dinheiros a menos! O mais barato lá na terra dos gringos no mesmo show? 35 dólares ou 61, 32. E lá não rola meia!
Show dia 6 de outubro em Baltimore com as bandas Slayer, Megadeth e Anthrax custa - sempre o mais caro - US$ 109,00 ou R$ 190,96.
Pra fechar: O OzzFest com Ozzy, Halford, Black Label Society, Mötley Crue e mais oito bandas dia 24 de agosto está por 178,33 doletas ou 312,43 realezas brasileiras para aqueles que gostam da ostentação do mais caro. O mais barato? Chora: de 10 a 20 mangos ou 17,55 e 35,10 respectivamente!!
Não dá para entender amigos, juro.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pra fechar o dia, novo show

(o sol já era e vem o vento) Um grande camarada de róquenrol me mandou a mensagem e lá vamos nós porque esse tem gente que vai ficar doido.
Jello Biafra, ex-Dead Kennedys, Lard, No Means No, Mojo Nixon e tantas e dono do selo Alternative Tentacles vem para fazer barulho no Hangar 110 dias 5 e 6 de novembro com sua nova banda de apoio chamada de Guantanamo School Of Medicine que tem (ou tinha) como membros os guitarristas Ralph Spight (Victms Family) e Kimo Ball (Freak Accident), na baqueta Jon Weiss (Sharkbait) e o baixista Billy Gould (Faith No More).
A banda toca aqui seu primeiro disco lançado em outubro de 2009, o "The Audacity of Hype" e toca no Hangar 110 com ingressos valendo por lotes: o primeiro 60 pilas, o segundo por 70 dinheiros e, na porta (se tiver), 80 dracmas. Todos preços para quem tiver a carteirinha de estudante ou se levar um quilo de alimento (palmas!). Ingressos também pela Ticketbrasil.
Dia 5 (sexta) a abertura é com Ratos de Porão. Dia 6 (Sábado) quem abre é Flicts.
Se vai tocar música do Dead Kennedys? E eu vou lá saber? Compra o ingresso rapaz!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gregg Allman de volta!

(cinza) Depois da perda abaixo, a redenção. Gregg Allman, um dos fundadores do The Allman Brothers Band, está de volta para retornar ao seu piano depois de enfrentar, aos 62 anos, uma cirurgia de transplante de rim. "Estou pronto, estou coçando pra tocar desde que fui operado e estou feliz por voltar. Não consigo agradecer a tantas pessoas pela sua ajuda e apoio", falou o velho Greg que teve que cancelar a presença no show Eric Clapton's Crossroads Guitar Festival, super evento com duas dúzias dos maiores "guitar-sliders" tocando por 11 horas com ingressos esgotados, o que mostra que devia ter sido um negócio monstruoso que rolou em Chicago.
O show de retorno aos palcos está marcado para três noites no Orpheum Theatre, em Boston, nos dias 18, 19 e 20 de novembro.
Para saber um pouco mais dessa banda, além do sítio oficial (tem um linkezinho no nome deles acima), Claudio Vigo, do Whiplash dá uma palha do que se trata essa banda de rock sulista. História bacana e dá para ver aqui.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Yo La Tengo no SWU

(friozin) Pessoas... sei que já cansei de falar do preço do ingresso, que é para poucos curtirem todos os dias mas começo a achar que, pelo meu gosto, acertei o dia do único bilhete que pude comprar.
Yo La Tengo, banda que faz parte do rol de uma das gravadoras mais legais de mundo, a Matador Records chega para fazer parte do grupo que fecha o último dia do SWU, apesar de ainda não aparecer na programação do sítio da banda.
Começou, eu disse, começou a valer o preço do ingresso.
Mas ainda tá osso esse preço.

As fotos de Philip Townsend

(continua como no post abaixo) Como diz no início do texto feito pelo falecido fotógrafo Roger Eldridge no sítio de Townsend: "Quando os anos 60 balançavam e a Grã Bretanha subvertia a velha ordem, Philip Townsend estava lá para gravar as primeiras pessoas desse tempo, tanto lindas quanto feias: as debutantes e as belas, lordes e donos de clubes, barões dos jornais e magnatas dos negócios, estrelas e socialites, artistas e criadores, realezas e rufiões, e tudo sobre todos os novos aristocratas do pop e rock, encabeçados por Beatles e Rolling Stones. E documentou a roupas extravagantes que usavam, os lustrosos carros que dirigiam e os aviões que pilotavam pelos frescos horizontes."
E é esse cara de quem acabei de ver seu trabalho. Um sítio recheado de um outro tempo inglês, do chá das cinco. Um branco e preto estranho para se ver nos dias de hoje tão cheios de cores e de riscos.
Sabe como é. Nem só de música dá para falar. Acontece de eu ver alguma cousinha e... hmm... puxa, isso é bacana de levantar e saber mais. Não vai aparecer por essas bandas onde carnaval e caipirinha é o slogan, não tem problema, o que basta é ver e viajar e foi assim que me senti vendo o trabalho de Townsend. Arte e rock e o congelamento de um tempo que nos parece inexistente e impossível de se acreditar.
Vai ter exposição de fotos dele, o "Mister Sixties Philip Townsend's Portraits Of A Decade" no Museu Lowry em Londres a partir de 18 de setembro até 7 de novembro. Vai saber se você não estará por perto até lá?