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sábado, 4 de junho de 2011

Torre do Dr. Zero registrada

(mais quente da semana) Era uma época doida, mas talvez por estar vivendo o momento, não dava tanta bola. Era novo, queria me empolgar na onda de onde me levavam e, geralmente, eram os mesmos lugares. Madame Satã, Aeroanta, Espaço Retrô, Chopp Haaus, 8ªD.P. (não é uma delegacia) e a Torre do Dr. Zero, que são as que lembro agora. Bons lugares e centenas de lembranças.
Pois é, saiu dois livros contando a história da Torre do Dr. Zero. Um, o "Da Rise and Fall of Da Torre" (Editora Touro Bengala), escrito por Bruno Galan, o DJ Mendigo, lembra os tempos da casa num canto na Vila Madalena num tempo entre 1997 até 2009. O blógue Vice fez uma entrevista bem bacana com Bruno. Muito melhor do que eu explicando o que era a Torre. 
Um pouco antes saiu o livro B.O (Editora Dona Joana) do fotógrafo Paulo Batalha que ilustrou esse momento na casa. 
Tenho certeza que ler ambos é um retorno para um tempinho meio doido ou, como falou Galan para a Folha: "A Torre era um ícone da máxima liberdade, acho que foi o último grito, antes dessa nova idade média que estamos vivendo. Lá podia de tudo. Era uma época em que era possível beber e fumar ao mesmo tempo. Foi um lugar especial, o nosso Studio 54."

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Lido

(vento frio tempo quente) Comprei meio que por impulso. Quando abri, sabia que estava nas minhas mãos uma história poderosa, mas só descobriria uns tempos depois.
Em "Namor - As Profundezas" (Sub-Mariner: The Depths - 132 págs. Panini Books - 08) escrito por Peter Milligan e ilustrado pelo impressionante Esad Ribic estamos vendo um Namor diferente daqueles que, pelo menos, eu via na TV. Um Namor mais denso, obscuro, misterioso.
Aqui a história parte de uma pergunta que fica em nossas cabeças: existiu mesmo Atlântida?
Para descobrir, chamam "O Grande Desmistificador", Dr. Stein, o cético cientista conhecido por desvendar lendas para embarcar no submarino e ir para o mais profundo oceano e acabar de uma vez por todas com a mítica Atlântida e seu defensor, Namor.
Submergir em águas oceânicas e escuras, onde raros foram os aventureiros que até lá chegaram será uma experiência desafiadora e perigosa. Poucos que se aproximaram de lá contam histórias de pessoas amedrontadas, perseguidas e mortas por Namor para proteger seu lar dos homens e, o único que acreditam ter descoberto algo, enlouqueceu e desapareceu deixando rastros, enigmas e suspense que serão revelados aos poucos.
Além da esperta trama outro grande trunfo da história são as imagens de vários ângulos de uma precisão que todas as faces, estejam elas sorrindo, tristes, assustadas, raivosas, o leitor as sente.
Pusta história fascinante.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lido

(o sol! o calor!) Quem nunca ouviu falar de que não se deve julgar um livro ela sua capa? Bem, o livro do jornalista Lázaro (Lazinho) Roberto "Histórias Assombradas & Mal-Contadas Da Câmara Municipal de São Paulo" (O Artíficie Editorial, 128 págs, 2000), apesar de ilustrado por Novaes lembra aquelas revistinhas para crianças da pré-escola, principalmente pelo uso da fonte simples. Normal, acontece.
Mesmo escrito por um jornalista da Rádio Bandeirantes e na Câmara desde 1980 me pareceu que foi pouco, muito pouco.
Claro que há histórias fantásticas como quando o então prefeito Jânio Quadros multou, de próprio punho, o carro de Walter Feldman que estava em cima da calçada e multou a si próprio também que estava do mesmo jeito. O estranho é achar que falará exatamente e apenas da Câmara de São Paulo que se passam os causos. Não. As histórias também passam em Mirandópolis, Rio Claro, Teresina (PI), Mato Grosso do Sul etc.
Há um jeito meio que esquivado e exageradamente respeitoso para um livro de curiosidades e humor de escrever que o escritor não consegue passar animadamente. Um jeito simples e inocente que, tudo bem, serve para a criançada ler, se elas se interessarem em saber quem eram os personagens também.
Apesar de rir em alguns momentos, achei bobo. Como não consigo fazer como Paulo Francis, que parava de ler um livro quando via que não rolava, tive que ir até o fim e em desespero para trocar de leitura.
Sei lá. Não foi.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lido

(não tão agradável, mas...) "Conversas Com João Carlos Martins" (Editora Green Forest Do Brasil - 199 págs, 1999) foi um dos livros que estavam na sequência para ser lido, claro. Quando o tive pela primeira vez nas minhas mãos, pensei "hmm, João Carlos Martins (sítio "em construção"), o pianista. Esse cara tem uma história de luta e perseverança poucas vezes vista ou lembrada nas histórias brasileiras. Bom!"
Bem, como direi, olha, esse livro na verdade pode ser mais interessante para virtuosos e/ou conhecedores de técnicas pianísticas e adoradores de Bach.
De 199 páginas "apenas" 60 são sobre o pianista alemão, seus trabalhos, seus intérpretes e detalhes completos da obra "O Cravo Bem temperado" que contém 24 partes de "Prelúdio e Fuga" do livro I e mais 24 do livro II todas comentadas uma a uma por João Carlos e seu entrevistador, o pianista e professor da Juilliard School, David Dubal. Claro que vem muito a calhar já que João Carlos regravou todas as obras de Bach ("O Cravo..." foi tocado pela primeira vez pelo pianista quando este tinha 15 anos).
Como diz o livro, o que rola é um bate papo entre os virtuoses. Inicialmente há todos os altos e baixos de sua carreira, o acidente num jogo de futebol, a síndrome de movimentos repetitivos, o assalto em Sophia, Bulgária que quase o deixou paralisado em um lado de seu corpo e um pouco sobre a acusação do escândalo eleitoral em que seu nome apareceu nas páginas dos jornais mais do que quando se apresentava. As técnicas para gravação para os iniciantes, museus, esportes, o "elitismo" social, o mundo que nos cerca, mulheres pianistas (Dubal disse que o pianista Vladimir Horowitz o aconselhou de quando trouxe alguns de seus alunos para vê-lo tocar para que trouxesse apenas homens porque "mulheres não são sérias o suficiente. Elas largam o piano por causa dos bebês") e blá, blá, blá. Na real, uma troca de ideias de gente provinciana, da mesma forma como Dubal chama o MASP.
Não foi lá essas cousas não.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jimmy Page em imagens

(domingo ruim, hoje melhorou, afinal, é segunda) Você, fã de Led Zeppelin, daqueles que tem a discografia completa mais aquelas raras, conhece tudo sobre a história da banda, colocou o nome do filho de John, ou de Jimmy ou de Robert, essa é (ou era) pra você.
"Jimmy Page Por Jimmy Page" (Ed. Genesis, 512 págs, importado) é o último lançamento sobre a obra de um dos pustas guitarristas de todos os tempos e que conta seus passos apenas por fotografias. São 650 imagens.
A edição é frescurenta pra danar. Capa de couro marroquina com o símbolo dourado, ceda e até autógrafo garantido para todas as 2.150 cópias. O preço, 495 libras ou, na cotação de hoje 1.325,00 paus!
Em entrevista para o New York Times, Page falou que perguntaram uma vez porque fazer uma fotobiografia ao invés da costumeira biografia ou autobiografia e ele disse: "Sim, eu pensei nisso, mas penso que um livro seja algo póstumo."
Se interessou em ter esse livro, vai ter que esperar um pouco. As 2.500 cópias já estão esgotadas.

E deixa eu prosear mais algumas cousas sobre esse preço. Sei que muitos ficaram espantados com o quão caro é esse negócio mas, não sei se ajudará - e suponho que não -, tentarei dizer do porquê do preço.
A Genesis Publications trabalha há 36 anos contando a história de diversos personagens (Beatles, The Who, o Palácio de Buckingham, Charles Darwin, David Bowie, Jimmy Hendrix e outros vários artistas, fotógrafos e histórias de outras eras) e todas as suas edições são limitadas, feitas à mão e com uma riqueza de detalhes raramente visto em livros. "Livro tanto para apreciar quanto para ser apreciado", falou o Washington Post.
Se você acha caro o livro de Page é porque você não viu "O Jornal de Joseph Banks no Endeavor 1768 - 1771" (a tradução é minha), sobre o navio e seus homens que descobriram a Austrália e seus aborígenes e seus bumerangues e seus cangurus. Por uma bagatela de 795 libras, ou 2.130 dinheiros brazucas mais taxas, você pode levar essa obra para casa.
Tem que explicar, apesar de nada adiantar, não?

Imagem: divulgação

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lido

(nenhuma mudança no tempo) Nunca fui fã de poemas. Alguns são até interessantes mas no geral não me interesso. Minha ignorância é estupenda nesse quesito.
Mas, sempre o "mas", uma amiga me emprestou um livro: "tenho certeza que vai te interessar". É "Canto Geral", de Pablo Neruda (Bertrand Brasil, 602 págs.)
Devo dizer que, de primeiro, o negócio me interessou mais pelo nome constar em "Trocando Em Miúdos" de Chico Buarque ("Devolva o Neruda que você me tomou, e nunca leu..."). Fico pensando em se, pô, imaginemos o cara saindo de casa e, entre as poucas cousas que quer levar, como o disco do Pixinguinha, está um livro de Neruda. Poderia ser tantos outros mas, por que este?
Porque Pablo Neruda foi a voz, o poeta do povo oprimido, dos pobres, dos sofredores, dos índios da América Latina. Seu poema raramente tem rima, o que me agrada pois fica tudo mais solto, e é de uma complexidade impactante e uma imaginação que simplesmente te pega no inesperado.
Seu grito é de pura luta contra a América do Sul que corrompe, os verdugos, os descobridores da terra nova, os corruptos, ditadores e qualquer um que seja inimigo do mais fraco. "Quero estar na morte com os pobres que não tiveram tempo de estudá-la, enquanto os espancavam os que têm o céu dividido e arrumado." diz uma parte.
Lançados em 1950, seu nono livro não fala só da guerra ou da defesa de seu povo. Neruda engrandece países latino-americanos (abraços, André) como México, Paraguai, Cuba, Brasil e sua cidade, o Chile ao qual ele tem enorme carinho de sua terra; os rios Tequendama, Orinoco, Bío Bío e Amazonas; personagens como Xíménez de Quesada, Emiliano Zapata, Frei Bartolomé de las Casas, Túpac Amaru, Castro Alves, Bernardo O'Higgins Riquelme e Luís Carlos Prestes; o partido vermelho, seus amores e passagens no exterior sendo cônsul na Espanha, Birmânia e outros num tempo de violentas guerras. Uma enorme voz de protesto e delicadeza saem ao mesmo tempo neste canto geral.
Achava que Neruda, apesar de sua fama, era uma "arte menor", sem grandes momentos e cai do cavalo, o que é bom, porque acabei me chocando com o tapa na cara que uma grande arte sempre dá.
Filho da mãe esse cara!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Lido

(sai novamente com blusa! Pra que?) É difícil a luta quando somos motivados pelo sofrimento. Tudo, a guerra, a fome e a doença reflete nosso sofrimento, e adoramos.
Irmã Vigilante, Santo Estripado, Elo Perdido, Condessa Antevisão, Senhorita Espirro, Conde da Calúnia, Miss América, Duque dos Vândalos, Senhora Negação, Reverendo Sem-Deus, Cozinheiro Assassino...
Imagine escritores, poetas, videomakers enfurnados num retiro por três meses sem contato com ninguém e com nada. Um Big Brother sem TV.
O tempo vai passando sem saber se rápido ou lentamente. Histórias bizarras vão surgindo, mostrando os segredos mais bem guardados que nunca contaríamos: a cenoura com vaselina, a "pequete", o assassino de artistas, o caçador da matéria bombástica, a loura e o cara do gel, lobisomens, gêiseres, Vírus Keegan tipo 1, o feto de Marilyn Monroe, Xuuu-ruuuqui!
Essa é uma pequena parte do que acontece no livro "Assombro" (Haunted - Editora Rocco, 388 páginas - 2005) de Chuck Palahniuk, o mesmo escritor de "Clube Da Luta"(1996) e "No Sufoco"(2001).
Esse livro chocou a plateia que estava ouvindo a audição do primeiro capítulo desse livro chamado "Tripas". Das 500 pessoas que lotaram a livraria de Las Vegas, 40 passaram mal.
Não preciso dizer muito mais além dessa frase: "no palco, em vez de um refletor, um fragmento de filme"

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lido

(de camiseta) Com vocês, meu nariz de cera: Dei uma saída no fim-de-semana e levei minha câmera para registrar a noite já que era aniversário de um grande amigo meu. Sempre faço isso, mas dessa vez a máquina, do nada, pifou, travou o encaixe da fita DV, nada mais queria funcionar com ela aberta. Desanimei e fui embora do local sem nem tê-lo encontrado.
Isso devia ser cousa de umas 2:00 e, como estava a pé, me ferrei. Tive que ficar esperando a volta do funcionamento do metrô.
Fiquei revoltado com a máquina, puto em esperar condução e tal qual uma pessoa que precisa comer para acabar com a impaciência olhei para a banca de jornal (sorte algumas ficarem abertas 24h), fui ao seu encontro e perguntei ao jornaleiro: "Tem o Ranxerox?"
"Não", disse ele.
"Poatz!", disse eu.
Mas eis que meus olhos de lince protegidos por uma lente de mais de cinco graus presas numa armação viu o rosto mais que conhecido do Ranx. Será ele?
Era ele!
O jornaleiro ficou sem graça. Disse que como a revista era nova, deveria ter chegado esses dias e ele não reparou. "Tudo bem , cara-pálida. Me passa esse negócio." E vamos lá.

Ranxerox (Editora Conrad, 192 páginas) vem em edição de luxo, tamanho grande e com a história completa de seus criadores e do cibórgue mais filha-da-puta e carniceiro dos quadrinhos.
Nascido na Itália numa época de grande efervescência cultural e revolucionária, Ranxerox é um não-anti-herói, não é herói de nada. Um robô feito com pedaços de uma copiadora, com uma força destruidora, viciado e Cascolar e que só obedece a garotinha de 13 anos chamada Lubna, com quem também mantém relações sexuais e ajuda a comprar heroína.
Nos quadrinhos de Stefano Tamburini e Tanino Liberatore (mais tarde, Alain Chabat), o lugar onde a história acontece é de absoluta desgraça: drogas, sexo promíscuo, ultraviolência, racismo e Fred Astaire se entrelaçam ao som de Joy Division, Ramones e Devo.
Não é um livro para crianças, claro. Muito menos para quem não gosta de sangue e uma desgraceira dos diabos riscadas em cada página como por exemplo uma criança de colo que recebe um murro na cara de Ranxerox porque ela mostrou a língua para ele dentro do metrô "Foi ela que começou!". Onde passa Ranxerox o rastro é de destruição em megatons e ninguém escapa.
Ranxerox apareceu pela primeira vez na revista underground Cannibale e apareceu em uma outra, mais elaborada, a Frigidaire, dessa vez colorido por Liberatore. Após a morte de Tamburini por overdose, Alain Chabat (diretor de Asterix e Obelix: Missão Cleópatra - 2002) é chamado para dar vida ao último e inacabado capítulo. Aqui mostrou as caras na saudosa revista Animal.
O livro é fantástico mas minha câmera...
Imagem: divulgação

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Diários de Bicicleta, David Byrne

(prevejo um belo dia amanhã) Saiu uns tempos atrás o livro do ex-Talking Heads, David Byrne chamado de "Diários De Bicicleta" (editora Amarilys - 2009 - 336 páginas) que, como o nome já diz, conta as viagens que Byrne fez ao redor do mundo utilizando a magrela como locomoção. Doido como é (ou esperto como só ele) reparou que isso dava um livro e assim o fez recebendo boas críticas.
Agora prepara uma nova versão de seu livro no formato audiobook para ser lançado dia 28 desse mês com mais de oito horas de gravação.
Não parece ser como aqueles velhos disquinhos que a criançada ouvia com uma voz boba e uma musiquinha idiota no fundo que funcionava mais para virar frisbee ou relógio de parede. Quem conta a história e o próprio Byrne acompanhado de seu vasto conhecimento em tecnologia e criatividade minimalista como a ideia de que a cada parte que passou pedalando em certa cidade e reparou num som, uma buzina, pessoas falando, um tilintar ou seja lá o que veio na mente, ele o faz para que quem escute sinta-se como se estivesse lá. Há também a opção de escolher a cidade ou país em que pedala Byrne já que cada parte tem seu próprio começo, meio e fim. Bem, saindo dele, é possível que o resultado seja curioso e interessante. Vai saber.
Bem, de qualquer forma, David liberou para download a introdução do audiobook e mais 30 segundos de cada parte de graça para quem tiver curiosidade para saber como ficou em seu sítio e... o quê? Eu baixar? Para eu dar minha opinião? Só porque você está pedindo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Lido

(se assim fosse para sempre) Não esperava que "Crime e Castigo" (editora L&PM - 592 páginas) de Fiódor Dostoiévski fosse tão intenso. Um monstro a esmurrar o estômago com páginas dramáticas sobre o indivíduo e suas crises existenciais, sua penitência contra suas escolhas e o pensamento frio sobre os mesmos. A arrogância de Rodion Románovich Raskólhnikov, um brilhante estudante de direito que desistiu do curso pelo mesmo brilhantismo e acolheu-se num cúbiculo imundo, isolado de todos é perseguido pelo pensamento da existência de dois tipos de homens: o ordinário e o extraordinário. Os últimos teriam poderes de se sobressair sobre todas as leis mundanas - inclusive matar - pelo bem da humanidade. Assim ele acaba a utilizando contra Alíona Ivánovna, uma velha usurária, que para ele de nada valia e sua irmã mais nova, Lisavieta, que apareceu inesperadamente. Tudo numa Rússia czarista, atrasada, cheia de bêbados, moradores de rua e tísicos.
Um crime perfeito que ocasiona num castigo psicológico. Entra no enredo o cara que quer a mão de sua irmã, que vem para a cidade de Petersburgo com sua mãe, os amigos não tão próximos, um homem do passado carregado de segredos e inteligência, a polícia e um perito, tabernas, ruas estreitas, o "Mercado do Feno", a Sibéria. Um turbilhão de ideias que carregam cada vez mais a sensibilidade sinistra de Raskólhnikov e o seu resultado final.
São utilizados pensamentos longos e complementados com detalhes pertinentes para que nós, os leitores, acompanhem todos seus pormenores. Locais, tempo e todos os personagens também são esmiuçados visualmente e psicologicamente. Arrepiante suas sinceras opiniões, ótimo sua evoluções.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Budgie? Que Budgie?

(a sala não é tão fria assim) "Contudo, este anúncio em particular me prendeu a atenção, desde suas referências que eram, não uma nem duas, mas três das minhas bandas preferidas. A primeira era o Iron Maiden. Nada muito especial nisso - você não podia tocar metal e não gostar de Iron Maiden. A segunda era o Motörhead. Nada de único aqui também. Em compensação, a terceira era uma banda chamada Budgie. Só de ver o nome impresso fez meu coração disparar. Fui introduzido ao Budgie, uma banda inovadora do País de Gales - na verdade eles eram considerados por alguns como a primeira banda de heavy metal - numa noite anos antes, pegando carona na autoestrada da Costa do Pacífico. O motorista trabalhava numa rádio em Los Angeles. Era um cara decente. Dividimos alguns quaaludes, mantendo a música estridente, uma hora, ao descobrir que eu tocava guitarra, ele sorriu e disse: 'Irmão, você tem que escutar esses caras.' Então ele colocou a fita do Budgie no toca-fitas. Imediatamente eu explodi. A velocidade e a força da música, sem abandonar a melodia - era algo que eu nunca tinha ouvido. Agora aqui estou eu, lendo o Recycler, imaginando o que devo fazer na próxima fase da minha vida e era como seu eu tivesse recebido uma mensagem.
Budgie!
Naquele mesmo dia eu liguei para o número do anúncio
'Hey, cara. Procuro por Lars.'
'É ele." O cara tinha um sotaque esquisito que não consegui saber de onde era. Parecia também bem jovem.
'Estou ligando para falar sobre o anúncio? Para guitarrista?'
'Sim...'
'Então, eu gosto de Motörhead e Iron Maiden,' eu disse. 'E adoro Budgie.'
'Houve uma pausa.'
'Pôrra, cara! Você conhece o maldito Budgie?!'"

Se não sacaram, mesmo com a capa na cara, são essas as palavras de Dave Mustaine quando conversou pela primeira vez com Lars Ulrich antes de entrar para a banda que se chamaria Metallica no livro autobiografado pelo próprio, com a ajuda de Joe Layden, que foi lançado hoje, pela It Books - que faz parte da editora Harper Collins - "Mustaine - A Heavy Metal Memoir" (368 págs.). Tudo isso, que leram foi arrancado e mal traduzido do sítio Revolver Magazine que colocou o trecho como "exclusivo". Paciência, não tive como me conter, me processem se for o caso mas não deixaria isso passar.
Outros trechos desse livro podem ser vistos direto por esse link, que dá na Harper Collins e tem várias outros trechos. Tudo em inglês, claro.
Agora é esperar para ver se alguém se interessa em trazer esse livro para nós.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Lido

(vai chover?) Malditas leis autorais. Queria colocar as primeiras palavras que Geraldine Chaplin fala na introdução sobre Stephen Weissman de quando um conhecido dela disse do artigo feito por ele e que comenta sobre a mãe de Chaplin ser sifilítica. A pessoa chega a comentar o caso como uma desforra aos Chaplin e, ao comentar sobre o caso com seu enteado, esse deu uma sacada muito boa colocando mãe, tia, avó e as primas de Weissman no meio da história.
Essas seriam as primeiras palavras que eu colocaria para mostrar como será a fluidez e o prazer de ler o livro "Chaplin - Uma Vida" (Larousse - 320 páginas) se não fosse a frase "Nenhuma parte desse livro pode ser reproduzida sob quaisquer meios existentes sem a autorização por escrito dos editores" (copiei. Vou ser preso? processado? ui, que medo!).
Psiquiatra por formação, Stephen Weissman estudou detalhadamente a vida de Charlie Chaplin por 20 anos e montou uma rede de informações impressionante não só sobre o início do seu personagem Carlitos como seus passos até chegar a ele sem antes falar de forma minuciosa como foi a vida de seus pais e da Inglaterra no final do século XIX, a morte de seu pai, a loucura de sua mãe e suas causas, a entrada no orfanato, sua ida aos palcos com a trupe Lacashire Lads, o Casey's Court Circus de Fred Karno até o cinema de Mack Sennett e seu Keystone Studios e a Essanay/Mutual.
Não é uma biografia qualquer, é Charlie no divã, como é contado. O o quê, como, quando, onde e o por quê de ele, Chaplin, ser o que se tornou. Não há nada sobre suas mulheres ou seus causos e fofocas da vida. Há, sim, uma realidade quase que absurda de como foi seu início, seus trabalhos com pantomima, o como instintivamente ou não seus personagens e momentos, seja no cinema ou no palco, inconscientemente (ou não) interpretava e/ou homenageava seus momentos, seus pais, sua pobreza, as pessoas que haviam ao seu redor, os locais por onde passou e viveu de forma que você não tem como não concordar com tamanha riqueza de detalhes. Tem mias detalhes do livro nesse sítio aqui.
Uma ótima história bem contada. Pena não poder reproduzir uns trechos aqui.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Os Zumbis de Brad Pitt

(tempo tranquilo na sala fria) E o ator Brad Pitt, junto com a sua produtora, Plan B Entertainment anunciaram na Comic-Con que vão produzir para 2012 a história de Max Brooks, "World War Z". O ator também fará parte da história.
World War Z, para quem não sabe, como eu não sabia, é um livro que está fazendo um puta sucesso nos EUA sobre zumbis e... tá, você não gosta de filmes ou histórias de zumbis. Acha tudo meio bobo. Então vamos ver do que se trata toda essa bagaça.
O livro foi lançado em 2006 e tem uma série de mini contos. Cada um deles mostra o que está acontecendo em cada canto do planeta e todos contados em primeira pessoa. Tudo reportado 10 anos depois do início da guerra entre a humanidade e os mortos-vivos por um agente das Nações Unidas. O que difere World War Z de tantos outros é a seriedade com que é contada a história catastrófica ou o possível fim da raça humana. Acredite, o livro fez um gigantesco sucesso, tanto que a briga do direito para levá-lo a telona foi entre o comentado Brad Pitt/Plan B e Leonardo DiCaprio e a sua produtora Appian Way. Para dirigir o filme foi chamado o renomado Marc Foster (A Última Ceia, Em Busca Da Terra Do Nunca, O Caçador De Pipas, 007 - Quantum Of Solace). Para alegrar mais a vida de Max Brooks, que é filho do comediante Mel Brooks, a intenção é gravar também outros dois livros da série: "The Zombie Survival Guide" e a continuação "The Zombie Survival Guide: Recorded Attacks".
Pra fechar e dar mais atenção para a história, também foi lançada a versão Audiobook e participam na história gente como Henry Rollins (ex-vocalista do Black Flag e atual Rollins Band), Alan Alda (M*A*S*H), Mark Hamill (Guerra nas Estrelas), John Turturro (E Aí Irmão, Cadê Você?) entre outros.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Kindle X papel

(mãos frias) Saiu na Folha que o livro, aquele chumaço de papéis intercalados e envoltos por uma capa mais dura que quando acaba a luz, não dá para ler, está perdendo espaço para o livro digital, aquele fininho, que você baixa a obra que quer e lê trocando as páginas com um clique e que, se acabar a bateria, não lê mais nada chamado Kindle. É o que acontece pelo menos na Amazon. São 143 livros eletrônicos para cada 100 tijolos, tijolinhos e tijolões. A Amazon não divulgou quantos livros foram vendidos ao todo no sítio.
Hmmm... bom lembrar que o Kindle é fabricado pela própria Amazon e, como pra mim tudo tem cheiro de jogada, eu duvido que isso seja verdade. Eles querem é vender o brinquedo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Lido

(dia agradável) Mais um livrinho terminado e estou dando um pouco de sorte.
Fechei a última página do livro de Harold Robbins, "Cidade do Pecado" (Sin City - 2002). Lançado aqui pela Editora Record.
Na história que rola em Las Vegas - a cidade do pecado - a trama se inicia no final dos anos 60 contando a vida de uma solitária mãe de um filho bastardo de ninguém menos que o magnata Howard Hughes. Zach Riordan cresce e, não, não vai atrás de Hughes e, sim, atrás de poder, de ser o dono do maior cassino que L.A. já viu, mas para chegar até lá tramas, suspenses, traições e sexo, muito sexo rolará nas 445 páginas desse livro que foi finalizado cinco anos após a morte de Robbins por um ghostwriter mas sem perder a possível característica, já que o embalo do livro não se perde em nenhum capítulo.
Como conhecido de diversas histórias, Las Vegas é o paraíso dos apostadores, dos turistas infantis e de gangsters. Uma coisa levando a outra ganha-se perdedores, viciados em todo tipo de futilidade e assassinatos. Prostitutas, vagabundos e orientais gananciosos seguidores de Sun Tzu fazem parte da trama que não para um só momento, aliás, geralmente para na cama. Cada capítulo é um soco na cara, além de ser muito bem traduzido com diversas sacadas e ironias válidas ao sorriso do leitor. Tudo bem, a comoção com certos personagens também se garante nas páginas.
Dando uma observada nos trabalhos do escritor, vê-se que imagem do oprimido em busca do sonho, da inteligência contra a força e a sacanagem imperam nos seus livros e não pense que isso tira algum valor dele. Seus livros (mais de 30 lançados em 60 anos de carreira) renderam não só best sellers como viraram filmes como "Império de um Gangster" (Never Love a Stranger - 58), "Os Insaciáveis" (The Carpetbaggers - 64) e "Os Desalmados" (The Betsy - 78).
Sobre as cenas de sexo descrita detalhadamente com exagero cirúrgico, Robbins deu a seguinte frase as moralistas de plantão: "Minhas histórias meramente refletem a vida com suas circunstâncias impiedosas, que forçam os seres humanos a cederem a seus impulsos sexuais em busca de calor e afeição."
Uma dica, principalmente aos homens é ter muito cuidado ao ler esse livro em lugares públicos e/ou coletivos pois você pode ficar embaraçado.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Lido

(sol tímido, tempo... suportável) Esse demorou para terminar mais por causa das pesquisas que acabei fazendo, influenciado pelo livro, do que pela suas 960 páginas.
O livro, "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer" (1001 Albums You Must Hear Before You Die - 2008) de Robert Dimery, prefaciado por Michael Lydon e com seleção e comentários de 90 críticos de várias áreas musicais, lançado no Brasil pela Sextante, faz parte da coleção 1001 coisas para fazer, ir, comer e tals antes de bater as botas. Apesar de grande, o livro não chega aos 40 contos para compra do novo e a qualidade da capa e das páginas fazem dele um bom item de colecionador ou fanático por música. E é bem pesado se for ler de pé!
Bem explicado, o livro se divide em ordem cronológica com as viradas de década com um curto texto sobre o que ocorria no momento. Inicia-se nos anos 50 de quando lançaram o primeiro LP com boas vendas já que, antes, o normal era a venda de EP's.
A cada página, um release com curiosidades da banda e do disco, acompanhados de dois boxes. Um com o título das músicas da bolacha e outro com dados técnicos de produção, projeto gráfico, país de origem, selo e duração.
"1001 Discos..." não é de forma alguma o absoluto para ouvir antes de morrer. Sabe que, na indústria musical e no gosto de cada um há diversos grandes discos e é possível que ele não faça parte e, dentro do livro, há coisas que eu tenho certeza que não ouvirei por tal música não me dar tesão. "Ray Of Light", da Madonna é um exemplo de disco que não me interessa apesar de "Like A Prayer" me deixar curioso. Louis Armstrong - como exemplo - não aparece nessa lista e nem Rancid, apesar de ter Black Flag.
Além de ser um bom livro, ele é ótimo como exercício para os braços.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Lido

(tempo bom. Um pouco frio) Me sinto o maior resenhista só por me dar espaço para comentar das coisas que simplesmente me deixam menos entediado.
Pois, eis que terminei, aliás, terminei faz tempo mas resolvi agora a comentar dele e espero não ter perdido muita coisa com o tempo, onde estávamos? ah, é. "Umbigo Sem Fundo" (Bottomless Belly Button - 08), de Dash Shaw trazido pela Quadrinhos na Cia.
Esse enorme livro em quadrinhos (são 720 páginas) conta os seis dias da família Loony depois de que o patriarca e a matriarca resolveram se separar após quarenta anos de casamento.
Lá está os filhos. O mais velho procura resposta para o fim do matrimônio do casal, meio que de comum acordo, e isso pode afetar o seu próprio casamento. Há também a filha do meio que não dá muita bola para a separação. Seu maior trabalho é cuidar de sua filha adolescente que é de uma inocência irritante e o filho caçula. Rapazinho entendiado, bobo, e que, por ser o mais novo, acha que não tem tanto valor na família - o resto, sabe - e, por essas, é desenhado com o rosto de um sapo.
Nesses seis dias cousas acontecerão. Desde o tal trabalho do filho mais velho em entender o significado do fim, a tentativa de autoconhecimento entre filha e mãe além da visão abobalhada do Loony mais moço.
Dash Shaw tinha 23 anos quando finalizou o livro. É triste e rápido de ler. Muitas páginas são apenas imagens do local em vários ângulos e apresentações (como as diferenças entre areias). Realmente não fui muito fã do traço de Shaw. Seus desenhos falham em alguns movimentos e sensações que pode deixar o leitor desatento em alguma parte. A fina ironia, a feição dos patriarcas e o final são de cair o queixo.
Não digo um livro em quadrinhos ruim. Nesse caso até recomendo para quem está de bobeira, como eu fiquei.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Li

(O melhor do ano!) Terminei num dia só o livro de Nelson Motta, "Força Estranha: 10 Histórias e um Mistério" (Editora Suma de Letras) e é difícil manter a postura para fazer uma crítica construtiva em cima de tão delicioso livro. Pronto! Começou os adjetivos.
A capa desenvolvida por Luiz Stein Design (LSD) é ótima, dando uma aparência noir, fontes que lembram filmes e capas de revistas de suspense e terror. A parte de trás remete aos títulos das matérias supersensacionalistas do saudoso "Notícias Populares". Você quase que se prepara com o que vai ler nas 151 páginas do livro, mas pode ficar tranquilo que não haverá sustos, apenas deparará o que está escrito: cenários luxuriantes, emoções, surpresas, paixão, traição, vingança e magia. Tudo rolando em Nova York, Salvador, Paris, Londres, Buenos Aires e Boipeba, uma ilha baiana.
Se todo o trabalho de Nelson Motta é coisas da memória ou imaginação, ficção ou confissão, você terá de ler.Nelson é Fodda!
O elogio aqui é sincero, a leitura é quase obrigatória. Quase porque não sou de forçar ninguém a ler o que não quer.
Mas vale cada centavo gasto.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A volta dos Beatles

(Chamem o coveiro!) Estamos nos esgotos de Liverpool dos anos 40 onde aparece um solitário zumbi. Ele vai para uma maternidade matar a fome com um delicioso cérebro fresco e a criança escolhida se chama John Lennon.

Na adolescência, o adolescente zumbi Lennon vai a procura de novos parceiros para conseguir alcançar o poder global com sua música e fome eterna. Para isso ele mata Paul McCartney, que retorna como um novo morto-vivo. Logo, haveria novas vítimas como o guitarrista George Harrison e o batera e Lorde Ninja Nível Sete, Ringo Starr.

Mas alcançar o ápice não será fácil. No caminho enfrentarão inimigos como o caçador de zumbis Mick Jagger; irão descobrir que tomar LSD pode causar hanseníase zumbi e conhecerão Yoko Ono, outra Lord Ninja Nível Oito e muitos cérebros serão devorados. Tudo pode acontecer com os Fab Four no livro de Alan Goldsher: "Paul is Undead: The British Zombie Invasion".

O livro ainda não tem tradução para nós, pobres infelizes, mas logo terá. Ainda mais que a produtora Double Feature comprou os direitos para levar os zumbis de Liverpool para o cinema, aproveitando a onda dos 50 anos da formação dos Beatles. Como também aproveitará a Disney com a releitura de Submarino Amarelo (Yellow Submarine - 68) e, possivelmente, Liam Gallagher, ex-Oasis.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Li

(70º post!) Comprei o livro, "Jimmy Corrigan - O Menino Mais Esperto do Mundo", pelo tanto que se falava desse livro/quadrinho. Vencedor do "American Book Award", o "Guardian First Book Award" (a primeira graphic novel a ganhar um prêmio literário no Reino Unido), "Eisner Award" e outros. Só crítica positiva? Ninguém, nenhum, para falar alguma coisa de ruim? Então, comprei para ver se era tudo isso mesmo. Poatz, era!

O pai desse livro, Chris Ware, traz nesse trabalho, meio que autobiográfico que, em 384 páginas, conta uma história complexa e rica em detalhes sobre um cara que tem uma vida simplória entre o serviço e as ligações diárias da mãe carente e que, num dia, no meio de seus pensamentos solitários, recebe o telefonema de seu pai que ele, Jimmy, nunca viu.

Aí segue a tentativa desastrosa de reatar algo com um sujeito que, do nada, se diz seu pai mas sem nenhum tipo de relação ou afeto suficiente para que isso vire realidade. Detalhes dos acontecimentos que se seguem, flashbacks e a vinda de mais personagens junto a do pai (o avô e a meia-irmã adotiva) fazem da história uma luta já perdida desde seu início para reatar a relação natural de uma parte da família e outras cousas que não vale a pena contar para não perder a ação.

História fantástica mesmo, meus amigos! Desde a capa até antecapa. Detalhes no início de como ler a história de uma forma incomum... tudo é diferente! Ótimos traços, bela narrativa, páginas inesperadas como casinhas de papel para montar ou o infógrafo completo de uma árvore genealógica de certos personagens. Na antecapa há um relato pessoal do autor sobre o carinho que tem pelos seus livros e o temor deles ficarem esquecidos numa prateleira qualquer. Valeu muito a leitura.