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sábado, 18 de junho de 2011

Roger Waters em 2012

Sabe, sempre que vejo os anúncios de show ou uma outra notícia, procuro dar uma olhada na fonte e deixar aqui a mensagem de um jeito um pouco menos frio que nos sítios noticiosos. É legal mostrar para vocês, que como muita gente, eu também me empolgo com algumas cousas e não deixo de mostrar essa cara de babão feliz.
É que saiu na página da Ilustrada a seguinte notícia: "Roger Waters pode tocar no Brasil em 2012, diz jornal chileno".
Poatz, sabem que o show do cara não é só uma galera tocando, é um espetáculo que, creio, é muito mais monstruoso que o do U2. E é ainda o show do filho querido dele, o The Wall. Então lá fui eu ver o jornal chileno, o La Tercera. Lá é confirmada a apresentação de Waters para os dias 2 e 3 de março de 2012 e continua: "O espetáculo que o inglês traz para Santiago - e que também passará por Brasil e Argentina - está classificado entre os mais impressionantes da história".
Não desacredito e não acho exagero, pois o exagerado aqui é o próprio músico. Como no filme e nos shows, o muro mede 11 metros de altura e tem 70 de largura. Isso sem contar a tecnologia de primeira que vem junto com o show tanto nas iluminações e projeções como na sonoridade e nos efeitos. 
Lembro que da vez que ele veio aqui em 2007 e um amigo contou que nas preparações do evento, o próprio Roger Waters andava em todas as arquibancadas cantando para que não houvesse reverberações na hora da apresentação, sabe aquele eco que rola? de quando você vê a banda tocando alguma cousa e um pouco depois é que se escuta o som? Com Roger isso não acontece. Quem assistiu aos shows sempre falam da grandiosidade que é a máquina Pink Floyd e da emoção que é assistir. Oras, vendo em DVD já dá pra ficar de boca aberta.
Agora é só esperar a confirmação total desse comentário chileno que não deixo de acreditar. Só precisamos da data certa pra correr atrás dos caríssimos ingressos que acabam como um espirro.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Seria Roger Waters um antissemita?

(continua igual) Pois é. Pessoalmente não creio nisso, mas a Liga Anti-Difamação, um grupo que luta contra as tais difamações que acontecem com os judeus desde 1913, colocaram no seu sítio que as imagens que aparecem quando tocada a música "Goodbye Blue Sky" no show de Roger Waters em comemoração dos 30 anos de "The Wall" traz estereótipos antissemita.
Em certo momento da música vários aviões bombardeiam uma cidade com imagens de cifrão e da estrela de Davi - uma crítica contra os muros de segurança israelense. Para o diretor nacional da ADL, Abraham H. Foxman, "o uso dessas imagens num concerto leva a mensagem para uma interpretação aberta e esse significado pode facilmente ser mal-compreendido como um comentário sobre (a ligação entre) judeus e dinheiro".
O final das palavras de Abraham são: "Gostaríamos que Waters escolhesse outra forma para transmitir suas visões políticas sem jogar para dentro do pior e mais antigo estereótipo antissemita sobre os judeus e sua suposta obsessão por fazer dinheiro."
Na mensagem dele, não há comentários sobre os símbolos da Shell, da Mercedes Benz e outros como crucifixos, a lua crescente e a estrela, a foice e o martelo. Não tardou para que Waters respondesse em seu próprio sítio.
"Ao contrário do que Sr. Foxman afirma, não há significados escondidos ou justaposições com esses símbolos (o cifrão e a Estrela de Davi). O ponto que tento passar na música é que esse bombardeio são todos conflitos de ideologias religiosa, politica e econômica e que só nos encoraja a ficarmos uns contra os outros e eu lamento essa perda simultânea de vidas."
"Talvez devêssemos focalizarmos naquele sublime ideal (por um fim de vez na discriminação contra qualquer seita ou grupo de cidadãos) e parar de se encolher nos cantos atirando pedras uns nos outros."