terça-feira, 16 de agosto de 2011

Elvis "The Pelvis" Presley: 34

(disseram que lá fora está quente) 34 anos se passaram e a pergunta ainda não cala: Elvis "The Pelvis", "The King", "The qualquer coisa" estaria vivo, andando em alguma praia paradisíaca ou ao velejando ao lado de pescadores inocentes da presença de um senhorzinho (teria ele, hoje, 76 anos) que mudou o rock; o único que aparece em quatro Halls da Fama: do Rock, do Rockabilly, do Country e do Gospel ou está enterrado mesmo em Graceland?
Não sabemos, mas que essa data parou a Terra, principalmente os Estados Unidos, é um fato incontestável, assim como o poder que emana de Elvis Aaron Presley continua forte na presença de qualquer ser humano com um pouquinho de cultura.
Sua morte, cheia de mistérios, é oficialmente relatada como ataque cardíaco fulminante quando foi encontrado por sua última esposa, Ginger Alden, caído ao lado de sua banheira. Provavelmente às custas de uso de drogas prescritas, alimentação ruim e exagerada e uma melancolia que fez com que seus últimos momentos fossem de um enorme martírio, assim como acontece com a maioria das pessoas pouco antes da chegada de seu fim.
Indiferente de seus últimos dias serem pesados para o caipira de Tupelo, seus anos áureos foram avassaladores, nada tinha tanto poder na música e na cultura naqueles anos 50/60. Elvis seria superado apenas com a chegada dos Beatles e nem assim foi uma superação tão bombástica para ele. 
Mulheres nos seus pés em todos os lugares. Nos shows, nos filmes e até homens aos seus pés de quando no exército. Aquela gingada com a cintura foi impactante demais para uma sociedade que acabara de sair de uma guerra mundial formando os baby boomers e com a economia em franca ascendência. Apesar de todo aquee moralismo adocicado e pueril, a chegada de Elvis mudou uma geração.
86 álbuns, 53 singles, 16 EP's e 6 DVD's receberam, aliás, recebem até hoje, discos de ouro e platina; 132 músicas entraram no top 20 da Billboard e de 39 álbuns que também chegaram entre os 20 mais vendidos, 10 chegaram ao primeiro lugar. O último foi "ELV1S 30 #1 Hits", de 2002.
Até hoje, a presença de Presley é levada a sério. Em vários países os concursos de melhor sósia de Elvis atraem multidões de fãs e fãs à caráter. Há entre nós, tupiniquins, um representante que faz frente a muitos covers de Presley e ainda é considerado um dos melhores sósias: Renato Carlili. Duas vezes reconhecido como o melhor imitador de Elvis da América Latina pela Elvis Presley Enterprises U.S.A. com apresentações em Graceland para milhares de fãs no "Elvis Week". Haja adoração! Nem sei quantas vezes repeti o nome dele.
No dia da morte do cantor/ator as pessoas se encontram em frente a Graceland para a Vigília das Velas que aconteceu ontem. A madrugada de todo acontecimento. Um momento de paz para Elvis depois de tudo que deve ter passado nos instantes finais. Lisa Marie Presley, a filha do Rei, postou uma mensagem de agradecimento muito bonito aos fãs por mais um ano dessa vigília: 
"Queridos amigos:
Muito obrigado por estarem aqui e continuar honrando o legado de meu pai. Seu amor contínuo e apoio significa muito para mim e para minha família. Meu pai sempre disse que tinha os melhores fãs do mundo e ele estava certo. O fato de vocês estarem aqui para celebrar sua vida 34 anos depois de sua partida é o testemunho disso."
Vivo ou morto, a frase dita acima mostra para nós duas cousas: se está morto, essa demonstração de vigília é o símbolo de uma paixão desenfreada, uma idolatria cega que é passada de pais para filhos. Se está vivo, é a mesma cousa, com a diferença que Elvis Presley vê tudo isso de algum luga, se divertindo, talvez pescando. 

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