Internet é animal mas, dependendo da busca, uma tristeza. Minha conexão ou o Firefox não querem me ajudar nem implorando de joelhos. Fiz tudo. Até carinho.
Saiu com atraso de nove dias que Guerino "Fantômas" Cicon faleceu.
Saiu com atraso de nove dias que Guerino "Fantômas" Cicon faleceu.
Muitos nem conheceram ou assistiram os chamados "telecatches", depois chamados de "Gigantes do Ringue" ou, a época que peguei, "Gigantes no Ringue". Mudança pequena mas inteligente.
Tem gente que vem me dizer que na luta livre tudo é programado antecipadamente, falso, uma marmelada. Mas, cara, tenho certeza que de uns cinco filmes de sua preferência pelo menos um é feito de ilusões e coisas fantásticas. Você deixa de gostar? Não e nem deveria porque essa é a magia, é o que faz a gente suspirar, dar aquela olhada para o céu e se imaginar no lugar. Na luta livre é assim também.
Quando mais moço, eu, para não atrapalhar o sono de meus pais e irmãos, pegava uma televisãozinha de 14 polegadas da marca Philco-Ford que nem colorida era, colocava em cima da beliche que eu dormia e assistia o programa. Vibrava e me empolgava em silêncio. Imagina querer berrar e não poder!
Um dia, Michel Serdan ia disputar o campeonato e perdeu... amigos, chorei. Chorei fininho para não chamar nenhuma atenção tamanha comoção de ver o ídolo caído no ringue. Era a tal magia.
Ver aquele monstrão chamado Fantômas era assustador mas impressionante. Apanhava e não dava um berro e, quando digo "apanhava" é força de expressão porque o cara não caia como dá pra ver nesse vídeo do youtube. O único que achei até agora.
Tem gente que vem me dizer que na luta livre tudo é programado antecipadamente, falso, uma marmelada. Mas, cara, tenho certeza que de uns cinco filmes de sua preferência pelo menos um é feito de ilusões e coisas fantásticas. Você deixa de gostar? Não e nem deveria porque essa é a magia, é o que faz a gente suspirar, dar aquela olhada para o céu e se imaginar no lugar. Na luta livre é assim também.
Quando mais moço, eu, para não atrapalhar o sono de meus pais e irmãos, pegava uma televisãozinha de 14 polegadas da marca Philco-Ford que nem colorida era, colocava em cima da beliche que eu dormia e assistia o programa. Vibrava e me empolgava em silêncio. Imagina querer berrar e não poder!
Um dia, Michel Serdan ia disputar o campeonato e perdeu... amigos, chorei. Chorei fininho para não chamar nenhuma atenção tamanha comoção de ver o ídolo caído no ringue. Era a tal magia.
Ver aquele monstrão chamado Fantômas era assustador mas impressionante. Apanhava e não dava um berro e, quando digo "apanhava" é força de expressão porque o cara não caia como dá pra ver nesse vídeo do youtube. O único que achei até agora.
Aliás, achar algo sobre esses tempos em que a luta livre era fenômeno na televisão brasileira não é fácil, porém, em 2007 foi lançado pela Matrix Editora o livro "Telecatch: Almanaque da Luta Livre", de Drago.
Apesar do atraso, o dia (o meu dia) ficou triste ao saber de alguém que se foi e que me fez lembrar o quanto era bom tê-lo conosco. Pena que brasileiro não dá bola pelo seu glorioso passado a não ser que seja sobre jogo da seleção, aí sabe até a escalação de cor.
Isso me fez pensar em fazer algo maior. Sei lá.
Obrigado Cicon, obrigado Fantômas
Guerino Cicon (1933 - 2009)
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