
(friozim) Apesar de sabermos que pouco se pode fazer com as gravadoras que definham aos poucos perante a internéte - ou até que cortem as asas e cabos dos downloads -, 60 anos atrás nascia a Elektra Records umas das primeiras gravadoras a assinar com bandas folk nos anos 50/60 e outras como The Doors e MC5.
Tudo começou quando Jac Holzman e Paul Rickholt resolveram abrir a gravadora com 300 doletas cada um. O nome escolhido, vindo da mitologia grega mas, ao invés do nome original, Electra, Holzman resolveu trocar o "c" pelo "k": "Dei a ela o 'k' que me faltava", disse Jac.
Resolveram enveredar pelos lados da até então obscura folk music tendo valiosos resultados com Judy Collins ou uns mais pesadões do tipo Phil Ochs e Tom Paxton.
Aí vão indo os tempos com variações e novos rótulos como a Nonesuch (especialista em música clássica, world music, experimental, jazz, pop e trilhas sonoras), a WEA (grupo internacional formado pelas iniciais das gravadoras Warner, Elektra e Atlantic. Hoje WMG - Warner Music Group) e a Rhino (re-edições de antigos álbuns). Perderam terreno, sumiram 2004 para voltar cinco anos depois.
Jac Holzman também não era nada fraco. Um pusta homem de visão. Como curiosidade de onde esse cara pisou, basta saber que ele foi o pioneiro no sistema de TV a cabo com o lançamento do QUBE; sendo diretor da japonesa Pioneer nos anos 70, colaborou para que juntos, empresa e a Warner começassem a era dos compact discs e os laserdiscs, além de ser um dos membros de ums dos primeiros videogames do mundo e um dos mais populares de sua época, o Atari.
É por causa desse selo - e de suas várias junções - que conhecemos direta ou indiretamente Metallica, Breeders, The Afgham Whigs, AC/DC, Yes, Tom Waits, Devo, The Cars, Anthrax, Dream Theater, Etta James, Bad Company, Nada Surf, Roy Orbison, Queen, Pantera, Violent Femmes... e muitas porcarias, lógico.

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